Internacional
Argentina lembra 50 anos do golpe militar com atos por memória e justiça
Organizações e movimentos sociais convocaram diversas manifestações pelo país
Diversas organizações de direitos humanos, grupos políticos, sindicatos e movimentos sociais convocaram manifestações em várias partes da Argentina para lembrar os 50 anos do golpe militar no país em 1976.
O chamado "Dia da Lembrança, da Verdade e da Justiça" ocorrerá nesta terça-feira (24), e o principal ponto de concentração será a Praça de Maio, em Buenos Aires.
Como acontece todos os anos, o movimento das Mães e Avós da Praça de Maio participará do ato, e um documento será lido no palco montado em frente à Casa Rosada, reafirmando a importância da memória e reiterando as exigências por verdade e justiça pelos crimes da ditadura, além do histórico lema "Nunca Mais".
Meio século após o golpe que derrubou Isabelita Perón e instaurou uma ditadura que durou até 1983, as organizações que representam as famílias das vítimas já não exigem o reaparecimento de seus entes queridos, mas sim o rompimento do chamado "pacto de silêncio" entre militares.
Essa prática impede a recuperação dos corpos dos desaparecidos e até mesmo a revelação das identidades de centenas de crianças nascidas e retiradas de centros de detenção clandestinos.
Diversas ONGs estimam que cerca de 30 mil pessoas desapareceram durante a ditadura argentina.
Em Córdoba, a Justiça do país sul-americano identificou recentemente os restos mortais de mais de 10 indivíduos encontrados em um antigo centro clandestino de detenção.
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