Internacional

Drones sobrevoam palácio presidencial na Venezuela e são derrubados a tiros

Segundo relatos, artefatos faziam voo não autorizado; EUA negam ligação

Redação ANSA 06/01/2026
Drones sobrevoam palácio presidencial na Venezuela e são derrubados a tiros
Drones foram derrubados a tiros por agentes de segurança - Foto: © ANSA/AFP

Drones não identificados sobrevoaram o Palácio de Miraflores, sede do governo da Venezuela, no centro de Caracas, na noite da última segunda-feira (5), e foram derrubados a tiros por agentes de segurança, segundo informou uma fonte oficial à imprensa.

De acordo com o relato, a polícia venezuelana efetuou disparos de advertência contra os drones por volta das 20h (horário local). Moradores da região relataram ter ouvido os tiros.

"O que aconteceu no centro de Caracas foi a presença de drones sobrevoando a área sem autorização. A polícia disparou tiros de advertência. Não houve confrontos. Todo o país está em perfeito estado de tranquilidade", afirmou a fonte oficial.

Mais cedo, vídeos que mostram disparos circularam nas redes sociais, enquanto testemunhas relataram à agência Efe a movimentação de vários motociclistas nas proximidades do local.

O incidente ocorreu pouco mais de dois dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas americanas, depois de um ataque à capital do país.

O líder chavista e sua esposa, Cilia Flores, foram levados à força para Nova York, onde já participaram da primeira audiência judicial e se declararam "completamente inocentes".

Maduro é acusado pelo governo do presidente Donald Trump de chefiar um cartel de drogas e de envolvimento em atos de terrorismo. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ele será formalmente denunciado por conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de metralhadoras destinadas ao narcotráfico, além de posse ilegal de armas e explosivos.

O caso também foi registrado poucas horas após Delcy Rodríguez, aliada do regime chavista, tomar posse como presidente interina.

Nos Estados Unidos, a Casa Branca disse que está acompanhando os relatos que chegam de Caracas, mas já adiantou não haver envolvimento norte-americano em qualquer ação, relatou a CNN.