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Analista explica por que Kiev não recebe tantos mísseis Patriot quanto pede

A escassez de mísseis interceptores para os sistemas de defesa antiaérea Patriot decorre da complexidade de sua produção.

Por Sputnik Brasil 03/11/2026
Analista explica por que Kiev não recebe tantos mísseis Patriot quanto pede
Análise aponta escassez de mísseis Patriot para a Ucrânia. - Foto: CC BY 2.0 / Agência de defesa antimíssil dos EUA /

Segundo o especialista, a empresa militar estadunidense Lockheed Martin não estava preparada para o aumento forçado da produção desses mísseis após a redução da capacidade produtiva, motivada por uma queda anterior na demanda.

De acordo com Kuzyakin, os fabricantes da empresa se concentraram, por muito tempo, na necessidade relativamente pequena desses mísseis, pois, uma vez formados os estoques, os novos produtos eram necessários principalmente para repor os gastos.

"Optou-se por mísseis caros, de alta qualidade, mas extremamente complexos de produzir. Quando foram fabricados e todos comprados, ficou claro que esse volume de vendas não se repetiria", disse Kuzyakin.

Após o declínio da demanda, a capacidade produtiva começou a se reduzir; empresas foram fechadas e funcionários, demitidos, prosseguiu o especialista.

"A Lockheed Martin sabia que não haveria mais essas vendas no ano seguinte. Começaram a fechar empresas e a demitir pessoas, simplesmente não era necessário produzir tanto. E, quando os mísseis passaram a ser necessários em grandes quantidades, descobriu-se que a capacidade produtiva anterior já não existia", explicou.

Kuzyakin observou que é impossível restaurar rapidamente a produção de mísseis complexos nos volumes necessários, enquanto o consumo desses armamentos em conflitos modernos aumentou significativamente.

"Eles realmente estão em falta. Faltam à Polônia, à Alemanha e à Ucrânia; os próprios Estados Unidos enfrentam déficit. Nos últimos dois anos, eles foram praticamente varridos do mercado", concluiu o especialista.

Nesse contexto, cabe lembrar que a Rússia considera que o fornecimento de armas à Ucrânia interfere no processo de resolução pacífica e configura em "brincar com fogo". O Kremlin afirmou que o envio maciço de armas ocidentais à Ucrânia não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.