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Petição de Erika Hilton para CPI das Big Techs reúne quase 200 mil assinaturas

Deputada federal busca apoio no Congresso Nacional para instaurar uma CPI contra as Big Techs.

Por Sputnik Brasil 30/10/2026
Petição de Erika Hilton para CPI das Big Techs reúne quase 200 mil assinaturas
Deputada Erika Hilton lança petição com quase 200 mil assinaturas para CPI das Big Techs. - Foto: © AP Photo / Michael Dwyer

A plataforma conta, até o momento da publicação, com cerca de 189 mil assinaturas. Dos 513 deputados, 87 já assinaram — a lista de apoiadores está disponível no site. A meta é obter o apoio de 171 parlamentares, restando, portanto, 84 assinaturas.

Ao acessar o portal, os usuários podem se inscrever e clicar em um botão que envia automaticamente um e-mail para os 426 deputados que ainda não apoiaram a solicitação da CPI.

A reclamação registrada no site menciona diversos casos de denúncias sobre a atuação das Big Techs no processo eleitoral, apontando que essas ações comprometem a legitimidade do pleito. A Meta (empresa que está proibida na Rússia por extremismo) foi alvo de denúncias e de investigação por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições brasileiras deste ano.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Erika Hilton solicita apoio para pressionar os deputados a assinarem a petição para a criação da CPI. "É plenamente possível criarmos a CPI e convocarmos os executivos do Instagram*, do WhatsApp*, do Facebook*, do X, do Google e todas as empresas acusadas de interferência nas eleições brasileiras para depor numa CPI".

Entre os temas a serem investigados estão moderação de conteúdo, impulsionamento, transparência dos algoritmos, inteligência artificial e distribuição de conteúdo político.

A parlamentar enfatizou a importância da participação popular na defesa da soberania brasileira. "Não podemos aceitar que, em nome do lucro de bilionários estrangeiros, o processo eleitoral brasileiro seja manipulado a favor de golpistas e de quem deseja semear discórdia em nosso país. É pela democracia. Não permitiremos que interesses estrangeiros interfiram em nossas eleições", acrescentou.

*Rede social da Meta, empresa proibida na Rússia por extremismo.