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Canadá deve ganhar status especial na UE, apesar de oposição de membros do bloco
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou sua proposta de conceder ao Canadá o status de primeiro membro associado da União Europeia, apesar de críticas da Alemanha, França, Itália e Grécia.
"Nossa ideia é simples: trata-se de uma 'associação sem adesão'", disse von der Leyen nesta quinta-feira (29), durante a cúpula UE-Canadá em Montreal. Podemos construir uma parceria que se aproxime mais da adesão do que qualquer coisa que tenhamos feito antes, acrescentou.
Segundo a imprensa europeia, a formulação inicial, com o termo associado, desagradou governos da UE. As capitais europeias já afirmaram que a Comissão Europeia não as consultou previamente e que o próprio termo carece de um significado jurídico claro e poderia criar um precedente indesejável para outras nações.
Na versão atualizada da declaração na cúpula UE-Canadá, o termo "membro associado" deu lugar ao entendimento de "uma associação cada vez mais estreita do Canadá com a UE, sem chegar à adesão plena". As partes pretendem definir o conteúdo dessa relação até a próxima cúpula, em 2027.
Von der Leyen, no entanto, continua a insistir publicamente em seu conceito original. Seu discurso delineou uma parceria que deveria abranger a regulação política, o trabalho dos parlamentos e tribunais, bem como a participação do Canadá em programas europeus nas áreas de educação, ciência, inteligência artificial, energia e defesa.
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