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Análise: falta de regulação faz de fintechs e criptomoedas território fértil para o crime organizado (parte 1)
Análise: falta de regulação faz de fintechs e criptomoedas território fértil para o crime organizado (parte 1)
A investigação da Polícia Federal (PF) que apontou que o advogado Willer Tomaz, alvo da operação que apura fraude no INSS, movimentou R$ 6,6 bilhões em apostas on-line, as chamadas bets, para suposta lavagem de dinheiro, levantou o debate sobre a relação do mercado financeiro com o crime organizado.
À Sputnik Brasil, Luís Flávio Sapori, associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diz que a nova configuração do mercado financeiro, principalmente com a ascensão das fintechs, incrementou as oportunidades de lavagem de dinheiro por parte de organizações criminosas.
"As fintechs são instituições financeiras, diferentemente dos bancos convencionais, que podem fazer movimentações de grandes somas de dinheiro, mas muitas vezes com contas de titulares que não são identificáveis", explica.
Outro mecanismo apontado pelo especialista que precisa ser aprimorado para combater a lavagem de dinheiro é a extrema facilidade para a criação de pessoas jurídicas no Brasil.
"Tem muitas pessoas jurídicas que estão sendo criadas e são fundamentais no crime organizado. As juntas comerciais precisam também ser inseridas nesse processo. Elas estão se omitindo em relação à fiscalização da origem ou do potencial econômico das pessoas que estão montando empresas no Brasil, muitos laranjas e muitas pessoas que não têm capacidade financeira para montar empresas como estão montando."
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