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Análise: falta de regulação faz de fintechs e criptomoedas território fértil para o crime organizado (parte 2)
Análise: falta de regulação faz de fintechs e criptomoedas território fértil para o crime organizado (parte 2)
Marcos Sarmento, professor do Ibmec Brasília, diz que o meio digital permite que pessoas e empresas façam transações volumosas difíceis de rastrear, por vezes feitas através de muitas pessoas que movimentam pequenas quantias.
Jenifer Moraes, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, afirma que se a globalização promoveu a integração dos mercados a nível mundial e, consequentemente, impulsionou a redução de barreiras econômicas, as características do sistema financeiro atual permitem a aceleração das transações financeiras em níveis significativos e a diminuição da dependência regulatória.
"Apesar de esse cenário trazer aspectos positivos em termos de desenvolvimento e integração […], ele também permite que o dinheiro circule de maneira muito mais rápida e de maneira em que o rastreio, embora seja possível, leve muito mais tempo para acontecer", observa Moraes.
Segundo Sarmento, mesmo com o esforço das autoridades governamentais para coibir as práticas ilegais, a dinâmica do mercado digital é muito veloz e por mais que o Estado procure meios para identificar as lacunas para cometimento de crimes, é praticamente impossível acompanhar.
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