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Ipsos: ICC cresce em outubro e coloca Brasil entre os cinco países mais confiantes do mundo

Brasil se destaca no cenário global de confiança do consumidor

Francisco Carlos de Assis 29/10/2026
Ipsos: ICC cresce em outubro e coloca Brasil entre os cinco países mais confiantes do mundo
Ipsos: ICC cresce em outubro e coloca Brasil entre os cinco países mais confiantes do mundo - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Ipsos apresentou um avanço expressivo em outubro, mantendo o Brasil entre os países mais otimistas do levantamento global. O indicador nacional alcançou 54,1 pontos, alta de 1,9 ponto em comparação com setembro, revertendo a retração pontual do mês anterior e permanecendo no campo positivo, acima de 50 pontos. Com esse patamar, o País figura entre os cinco mercados mais confiantes no ranking que abrange 30 economias.

A abertura dos dados indica uma melhoria relevante na percepção sobre o curtíssimo prazo, com a retomada da confiança no presente após o consumidor ter "puxado o freio" em setembro. O subíndice de Situação Atual subiu 3,4 pontos, chegando a 45,6, enquanto o componente de Investimento avançou 3,2 pontos, alcançando 51,4, voltando a superar a linha de neutralidade e retornando à zona de otimismo. As Expectativas Futuras também cresceram e mantiveram um nível elevado, atingindo 67,8 pontos. Já o subíndice de Emprego permaneceu estável em 53,6 pontos.

Na prática, segundo a leitura da pesquisa, o consumidor se apoiou na segurança no trabalho para destravar decisões de gasto. "Respaldado pela segurança no trabalho, o consumidor sentiu conforto para destravar a carteira", aponta o relatório que detalha o ICC.

Eleições

O mês de outubro foi marcado por eventos que poderiam ter pressionado a percepção das famílias, já que o período concentrou os dois turnos das eleições gerais, culminando na disputa de 25 de outubro, que definiu a reeleição presidencial. Em ambientes de maior polarização, indicadores de confiança tendem a oscilar, mas, nesta ocasião, a economia real funcionou como amortecedor.

Um dos sinais desse suporte veio da arrecadação federal, que atingiu recorde para o mês, somando R$ 239,4 bilhões, com alta real de 5,62%. O resultado é atribuído ao aquecimento da massa salarial e ajuda a sustentar as transferências de renda. Essa estabilidade de emprego e renda, segundo o levantamento, blindou o consumidor e contribuiu para elevar a parcela dos brasileiros que avaliam que o País está no "rumo certo", indicador que avançou 3 pontos percentuais, chegando a 39%.