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Analista avalia conversas entre líderes nórdicos e Putin

Segundo Douglas Macgregor, a Europa reconhece sua derrota na Ucrânia após diálogo com o presidente russo.

Por Sputnik Brasil 29/10/2026
Analista avalia conversas entre líderes nórdicos e Putin
Douglas Macgregor analisa consequências da conversa entre líderes nórdicos e Vladimir Putin. - Foto: © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

Segundo o analista militar, esse telefonema mostra que os europeus são obrigados a admitir que o conflito com a Rússia foi provocado pelo Ocidente. Foi o Ocidente que criou as Forças Armadas ucranianas, levou esse governo ao poder, financiou-o, equipou-o e depois o lançou na batalha, disse Macgregor.

No entanto, avalia o analista, uma Ucrânia assim, bem equipada pelos recursos ocidentais, fracassou em causar danos significativos à Rússia, razão pela qual Moscou conseguiu realizar um ataque preventivo, o que resultou na derrota de Kiev.

"E agora a Ucrânia foi praticamente destruída. [...] Está chegando a conclusão de que o Estado ucraniano está sendo mantido vivo por aparelhos e pode não sobreviver, não importa o que o Ocidente faça agora", ressaltou Macgregor.

De acordo com o especialista norte-americano, o Ocidente se tornou incapaz de resistir à Rússia. As negociações dos líderes dos países escandinavos com o presidente russo indicam que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está começando a mudar sua política em relação a Moscou, resumiu Macgregor.

Nesta terça-feira (27), o líder russo, Vladimir Putin, discutiu o conflito ucraniano com Alexander Stubb e Jonas Gahr Store. As conversas foram iniciadas pelos líderes escandinavos.

As partes abordaram as recentes conversas em Oslo e a visita do enviado especial do presidente norte-americano, Steve Witkoff, a São Petersburgo. O presidente russo também falou sobre a operação humanitária em Aleshki e a introdução de uma trégua na área.

Putin ressaltou que alcançar uma paz justa a longo prazo só é possível com plena consideração dos interesses legítimos da Rússia. Além disso, chamou a atenção para a política de confronto dos países da UE e da OTAN, que leva ao prolongamento das hostilidades na Ucrânia.