Geral
BCE mantém juros em 2,5%, com crise na França e riscos inflacionários no radar
Decisão segue previsão de analistas em meio a instabilidade nas economias da zona do euro
O Banco Central Europeu (BCE) deixou suas principais taxas de juros inalteradas, enquanto monitora a crise política e fiscal na França e pondera possíveis efeitos inflacionários do conflito no Oriente Médio sobre os preços de energia.
Ao concluir reunião de política monetária nesta quinta-feira, 29, o BCE manteve a taxa de depósito em 2,5%, a de refinanciamento em 2,65% e a de empréstimos em 2,90%, em decisão em linha com a previsão de analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A pausa ocorre após o BCE elevar os juros em 25 pontos-base em setembro, quando os dirigentes concordaram sobre os riscos de alta da inflação e ressaltaram que interrupções no abastecimento de energia, o agravamento do sentimento de mercado e atritos comerciais representavam riscos para o Produto Interno Bruto (PIB).
A inflação na zona do euro acelerou desde então, afastando-se ainda mais da meta de 2% do BCE.
Além da guerra entre os EUA e o Irã, a crise na França passou a ser foco do mercado. Especialistas avaliam que a instabilidade política na segunda maior economia do bloco reduz, cada vez mais, a necessidade de novos aumentos nas taxas de juros.
A partir das 10h45 (de Brasília), a presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de coletiva de imprensa para comentar a decisão. Mais cedo, Lagarde anunciou que deixará o cargo em 7 de fevereiro, nove meses antes do previsto.
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