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Bolsas de NY fecham em alta com decisão do Fed e balanços no radar

Expectativa de juros e balanços corporativos agitam o mercado.

Thais Porsch 28/10/2026
Bolsas de NY fecham em alta com decisão do Fed e balanços no radar
ARQUIVO - Entrada da Bolsa de Valores de Nova York em 26 de junho de 2024, em Nova York. - Foto: Foto AP/Peter Morgan, Arquivo

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 28, com o mercado assimilando a decisão de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), a temporada de balanços corporativos e a alta dos preços do petróleo.

O Dow Jones teve alta de 0,19%, atingindo 52.478,91 pontos; o S&P 500 ganhou 0,28%, encerrando com 7.744,28 pontos; e o Nasdaq subiu 0,27%, fechando em 26.549,85 pontos.

A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) do Fed de manter inalterada a taxa básica de juros não foi unânime, conforme comunicado divulgado na tarde desta quarta. Duas dirigentes com direito a voto - a diretora Lisa Cook e a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack - divergiram da decisão.

A manutenção de juros já era amplamente esperada pelo mercado, mas a grande surpresa veio da coletiva com o presidente do BC americano, Kevin Warsh, que informou que o FOMC irá reduzir o número de reuniões com decisão monetária em 2027 e 2028. O mercado também espera que o Fed volte a subir os juros na última reunião deste ano, em dezembro.

Entre os destaques do pregão, a Alphabet subiu mais de 1% e a Microsoft caiu 0,06%, antes de seus respectivos balanços. Após a fabricante sul-coreana de chips SK Hynix apresentar lucro três vezes maior, o ADR da companhia saltou cerca de 12%. Na mesma esteira, as grandes empresas de chips Intel (+1,91%) e Micron (+5,86%) também avançaram.

Na ponta negativa, as ações da Robinhood tombaram 3,31%, em reação negativa a lucro abaixo do esperado. O segmento de criptomoedas da corretora segue estagnado, em um cenário de baixa que já dura um ano.

Investidores ainda ponderaram o petróleo em forte alta, em meio a preocupações sobre uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e a indefinição nas eleições de Israel. Chemron e ExxonMobil avançaram 0,43% e 1,17%, respectivamente.