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Bolsas da Europa fecham sem direção única à espera de decisão do BCE e com balanços

Mercados reagem a dados e tensões geopolíticas

Isabella Pugliese Vellani* 28/10/2026
Bolsas da Europa fecham sem direção única à espera de decisão do BCE e com balanços
Bolsas da Europa fecham sem direção única à espera de decisão do BCE e com balanços - Foto: Reprodução

As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta quarta-feira, 28, enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira. Além disso, mantém-se o apetite por papéis ligados ao setor de semicondutores, após um desempenho positivo na Ásia impulsionado por balanços.

No radar, o mercado acompanha desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e os preços do petróleo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em leve alta de 0,07%, a 10.694,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,42%, a 25.697,45 pontos. Em Paris, o CAC 40 ficou estável, a 7.886,96 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,40%, a 49.824,30 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,46%, a 18.881,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,08%, a 9.245,78 pontos. As cotações são preliminares.

A habitual cautela antes da decisão do Federal Reserve, nos EUA, e na véspera do anúncio do BC chefiado por Christine Lagarde ditou o tom das negociações na sessão desta quarta. Analistas consultados pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) afirmam que o BCE deve manter os juros inalterados na reunião de outubro, e que a crise política na França reduz a necessidade de aperto monetário, embora haja uma possibilidade de alta nos juros em dezembro.

Em paralelo, investidores ponderam novos balanços. Na Ásia, a fabricante sul-coreana de chips SK Hynix saltou mais de 10% após divulgar seus resultados. O otimismo no setor refletiu nos papéis europeus do segmento, com as holandesas ASML e ASM International avançando 1,39% e 4,09%, respectivamente. Na esteira da temporada de balanços, o Deutsche Bank subiu quase 4% em Frankfurt, enquanto o Santander tombou mais de 5% em Madri, pesando no índice espanhol.

Entre outras notícias, o ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, apresentou o Orçamento de Inverno britânico e enfatizou que sua base está na disciplina fiscal, com foco nos trabalhadores. Paralelamente, o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR) elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,1% para 1,2% neste ano.

Na ponta geopolítica, ameaças ao suprimento de energia no Oriente Médio, após os houthis do Iémen afirmarem ter atacado a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, deram suporte aos preços do petróleo, o que desfavorece o apetite por risco.

*Com informações da Dow Jones Newswires