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Não negamos fornecimento a ninguém: Europa segue recebendo muita energia da Rússia, diz Putin
O presidente russo, Vladimir Putin, destacou a elevada dívida externa e para déficits orçamentários nos países europeus.
"Dívida pública excessiva, acima de 100%. Em um país como a Itália, digamos, quase 140%, 139% da dívida pública. A propósito, para efeito de comparação, a Rússia tem apenas 2,6% de dívida externa e uma dívida pública total de 17,5%", disse Putin em entrevista à mídia russa.
O chefe de Estado acrescentou que, para as economias dos países europeus, trata-se de um grande déficit.
"Isso leva a toda uma série de consequências negativas de caráter econômico", observou.
Putin disse também que a causa dos tumultos na Europa são os erros na orientação política dos líderes europeus.
Comentando os distúrbios na Europa, ele afirmou que as acusações dirigidas à Rússia sugerem que os políticos europeus são fracos para assumir a responsabilidade pelo que está acontecendo.
"É mau para eles, por quê? Porque eles não vão eliminar a causa [...] Qual é a causa? São seus próprios erros e em diferentes direções: na economia e nas finanças", disse Putin.
"A propósito, na primeira fase também houve acusações contra a Rússia, de que a Rússia proíbe, de que a Rússia não fornece matérias-primas relativamente baratas, petróleo, gás, carvão, matérias-primas de urânio. Nunca recusamos ninguém. Foram eles que recusaram e continuam a fazer planos para desistir do que ainda recebem da Rússia. E recebem, aliás, bastante", acrescentou.
Segundo Putin, no mercado europeu, o gás natural liquefeito russo representa 20%.
A Europa isolou-se ela própria do mercado russo, disse Putin, ressaltando que Moscou nunca negou o fornecimento de energia a ninguém; os próprios europeus desistiram.
"Eles se isolaram de nossas fontes de energia, de nosso mercado. Veja, não só fornecemos energia primária relativamente barata, mas oferecíamos o nosso mercado! Em princípio, é grande o suficiente para os países europeus", disse o chefe de Estado.
Putin disse que algumas empresas "quase choraram" quando deixaram a Rússia sob pressão de governos ocidentais e europeus.
"Temos muitos amigos na Europa, mas eles tiveram que ir embora. Alguns, aliás, trabalham [na Rússia], e estamos tentando criar condições adequadas e favoráveis a eles", acrescentou o presidente.
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