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Lula diz que democracia está em risco em último ato no Rio antes do 2º turno
Em Copacabana, presidente diz que povo quer mudança sem retrocesso; milhares de pessoas participam de caminhada, marcada também por relatos de apoiadores passando mal devido ao calor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (24) que a democracia, a liberdade e a população de bem estão em risco. A declaração foi dada à imprensa, antes do último ato de campanha no Rio de Janeiro (RJ), realizado na orla de Copacabana, na Zona Sul da cidade, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais.
Ao criticar a campanha do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula classificou a disputa como uma das mais difíceis de sua trajetória política e afirmou que enfrentou uma campanha de "baixo nível". O presidente também fez um alerta sobre os riscos que, segundo ele, uma eventual vitória do rival representaria.
"Não é possível que a gente não consiga convencer as pessoas do risco que a democracia corre, do risco que a liberdade corre e do risco que as pessoas de bem correm", declarou.
Lula também afirmou que não se pode levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto.
Povo quer mudança, mas não quer retroceder
Durante o ato, o presidente reconheceu que os brasileiros desejam mudanças, mas lamentou a possibilidade de retorno ao modelo de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"É verdade que o povo quer mudança, mas para melhor. O povo não quer retroceder. Não está longe na nossa memória o que aconteceu no mandato dessa gente", disse Lula.
O presidente citou as áreas de cultura, educação, saúde e política externa ao criticar a gestão anterior. Segundo ele, foram necessários mais de três anos para recuperar o país.
Escolha entre 'quem beija a bandeira do Brasil e quem beija a dos EUA'
Em discurso já durante a caminhada, Lula também usou as bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos para marcar diferenças entre sua posição sobre soberania nacional e a postura que atribui ao adversário.
O presidente apresentou a eleição como uma escolha entre quem defende os interesses brasileiros e quem, segundo ele, se alinha aos Estados Unidos. "O Brasil tem dono e esse dono é o povo brasileiro", destacou.
Apoiadores passam mal em meio ao calor
O ato reuniu milhares de apoiadores na orla e também foi marcado por relatos de pessoas passando mal em meio ao calor. Alguns participantes precisaram ser retirados do local em macas.
A temperatura na região chegou a 29 ºC, mas a sensação térmica poderia ser ainda maior em meio à multidão. Um locutor em um carro de som pediu que o público se hidratasse e alertou para a movimentação das ambulâncias.
"As ambulâncias estão cheias e saindo para prestar socorro. Precisamos que todos estejam hidratados aqui", pontuou.
De acordo com a organização, havia pontos de hidratação nos postos 3, 4 e 5 da praia. Até o momento da publicação, o Corpo de Bombeiros ainda não havia informado o número oficial de atendimentos.
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