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Casa Branca considera regime de silêncio em Aleshki passo importante rumo à paz

O acordo para estabelecer um regime de silêncio local em Aleshki, na região de Kherson, representa um passo importante rumo à paz, afirmou nesta sexta-feira (23) o porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung.

Por Sputnik Brasil 23/10/2026
Casa Branca considera regime de silêncio em Aleshki passo importante rumo à paz
Casa Branca anuncia acordo importante para estabelecer regime de silêncio em Aleshki. - Foto: © AP Photo / Ron Edmonds

"É um passo positivo e significativo rumo à paz", escreveu Cheung nas redes sociais. Mais cedo, a Casa Branca anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia conseguido negociar a medida entre Rússia e Ucrânia em Aleshki. O objetivo é permitir a entrada de ajuda humanitária e preparar a evacuação de civis por um corredor seguro.

Na sequência, o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, anunciou que as Forças Armadas da Rússia suspenderiam os ataques a partir das 04h00 de 27 de outubro, no horário de Moscou (22h00 de 26 de outubro, no horário de Brasília).

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os militares russos estavam definindo o momento e as condições do regime de silêncio para avançar com a missão. Segundo ele, a operação permitiria a saída de todos os moradores que desejarem deixar a localidade.

Peskov também destacou a contribuição da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, para a iniciativa humanitária, além do trabalho da comissária russa para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, e de sua homóloga ucraniana na organização da missão.

Ataques ucranianos contra o transporte civil

Anteriormente, o governador da região de Kherson, Vladimir Saldo, havia denunciado que tropas ucranianas lançam minas nas vias de acesso à localidade e atacam com drones o transporte civil. Segundo ele, o objetivo é impedir a chegada de alimentos, combustível e medicamentos, além de atingir infraestruturas de energia e telecomunicações para agravar a crise humanitária.

A Rússia mantém uma operação militar especial na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022. Segundo a liderança russa, os objetivos são proteger a população de Donbass do que Moscou classifica como "genocídio por parte do regime de Kiev" e conter os riscos à segurança nacional decorrentes do avanço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em direção ao leste.

As repúblicas de Donetsk e Lugansk, assim como as regiões de Kherson e Zaporozhie, passaram a integrar a Rússia em setembro de 2022, após a realização de referendos de autodeterminação.