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Trump ameaça Cuba com escala militar após guerra no Irã e promete novas ações contra a ilha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou agir contra Cuba após a resolução do conflito com o Irã e afirmou que um navio norte-americano poderia parar a cerca de 46 metros da costa cubana durante o trajeto de volta do Oriente Médio. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (23), durante um comício na Flórida.

Por Sputnik Brasil 23/10/2026
Trump ameaça Cuba com escala militar após guerra no Irã e promete novas ações contra a ilha
Trump ameaça realizar ações militares contra Cuba, ressaltando a crise energética da ilha. - Foto: © AP Photo / Manuel Balce Ceneta

"Vamos cuidar de Cuba na volta do Irã. Faremos uma pequena escala. Vamos voltar do Irã. Aqueles belos navios passarão por Cuba. Faremos um deles parar a cerca de 50 jardas da costa", declarou Trump.

O presidente também afirmou que enviará o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para concluir um acordo relacionado à ilha. Em outra declaração sobre Cuba, Rubio defendeu mudanças políticas no país e incentivou aqueles que desejam transformar a situação na ilha a aproveitar o momento.

"Para aqueles que buscam promover mudanças positivas em Cuba, este é o momento. A decepção com promessas não cumpridas, a corrupção e a vida privilegiada de poucos: aproveitem esta oportunidade para promover as mudanças que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA", afirmou o secretário.

Já o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, respondeu às declarações de Trump e afirmou que Havana não aceitará as ambições norte-americanas sobre a ilha.

"Em nossas costas, há belas praias, mas também dentes afiados, inóspitos para aqueles que chegam com intenções hostis e desejos de dominação", advertiu Rodríguez.

Bloqueio agrava crise energética em Cuba

Cuba enfrenta uma grave crise energética há vários anos, provocada pela escassez de combustível e pela deterioração de suas usinas termelétricas. A situação se agravou em 2026, após a interrupção dos embarques de petróleo venezuelano e a imposição de tarifas norte-americanas aos países que fornecem petróleo à ilha.

Desde o início do ano, Cuba recebeu apenas uma remessa de combustível, transportada por um navio russo que levava 100 mil toneladas de petróleo.

No início de setembro, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que o governo estava elaborando uma estratégia para recuperar os campos de captação de água que abastecem Havana. A iniciativa busca garantir o fornecimento à população, apesar dos contínuos cortes de energia.

As novas ameaças de Trump ocorrem enquanto os Estados Unidos mantêm o bloqueio econômico contra Cuba, em vigor há mais de seis décadas. O endurecimento das restrições ao fornecimento de petróleo, adotado no início deste ano, agravou a crise energética da ilha.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o bloqueio energético intensificado e o classificou como uma violação do direito internacional. Conforme a entidade, as restrições afetam a geração de eletricidade, os hospitais, a distribuição de água, o transporte, a produção de alimentos e o acesso a medicamentos.