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Cuba anuncia novo colapso no sistema elétrico nacional

Nova desconexão afeta todo o território cubano

Sputnik Brasil 18/09/2026
Cuba anuncia novo colapso no sistema elétrico nacional
Novo colapso do sistema elétrico afeta a totalidade da população cubana. - Foto: © AP Photo / Ramon Espinosa

A União Elétrica (UNE) de Cuba reportou, nesta sexta-feira (18), um novo apagão que afeta a totalidade da nação caribenha.

"Neste momento, ocorreu uma desconexão total do sistema eletroenergético nacional. De imediato, se investiga a causa e se ativam os protocolos para o restabelecimento", indicou no seu canal de Telegram.

Este apagão se soma a uma série de interrupções que se estenderam por mais de 30 horas em várias localidades da capital, devido a avarias nas termoelétricas e à falta de combustível após meses de cerco energético dos Estados Unidos.

As afetações ascenderam a mais de 2.130 megawatts, chegando próximo às cifras mais altas registradas em agosto, segundo a UNE.

A falha é parte dos apagões que Cuba enfrenta ao longo de 2026, com três interrupções somente em julho. Os cortes de energia na ilha derivam da deterioração das instalações de geração elétrica e da escassez de combustível.

Sob bloqueio econômico dos EUA desde 1962, Cuba vive uma crise ainda mais severa desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca. No último ano, Washington intensificou o cerco energético, reduzindo praticamente a zero o fornecimento de petróleo à ilha.

No final de janeiro, os Estados Unidos autorizaram tarifas às importações de países que abastecem o país caribenho com petróleo e declararam estado de emergência com base em uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.

Com 82% da sua população em áreas urbanas, Cuba, segundo país mais populoso do Caribe, têm quase 11 milhões de habitantes que, nos últimos meses, têm apenas duas horas de eletricidade por dia, o que afeta o transporte público e os serviços nos hospitais.

Para agravar ainda mais a economia cubana, Washington intensificou sanções contra países que enviam petróleo à nação, cuja produção interna cobre apenas 30% da demanda energética e é quase totalmente dependente de combustíveis fósseis.

Além disso, a Venezuela, que era o principal fornecedor até o sequestro do presidente Nicolás Maduro, interrompeu o fornecimento sob pressão da Casa Branca.

De acordo com o governo cubano, o bloqueio energético provocou perdas de mais de US$ 8 bilhões (R$ 40,8 bilhões) em menos de um ano, um recorde em meio a um embargo que já dura quase 65 anos.


Por Sputinik Brasil