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Cinco líderes da UE pedem corte de centenas de bilhões no orçamento comum
Apelo visa adequar orçamento às novas necessidades da Europa
Cinco líderes da União Europeia exortaram a Comissão Europeia a cortar em centenas de bilhões de euros o seu plano de despesas de longo prazo proposto para o período de 2028 a 2034, segundo documento publicado em um veículo de comunicação da mídia ocidental.
O apelo foi subscrito pela primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, pelo primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, pelo chanceler da Áustria, Christian Stocker, e pelo primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo.
Conforme destacou a reportagem, os cinco líderes ressaltaram que, em um mundo "mais perigoso e incerto", a Europa deve estar pronta para "fazer escolhas ousadas" e não pode financiar novas prioridades simplesmente adicionando-as às antigas.
Na avaliação dos líderes, o Quadro Financeiro Plurianual da União está excessivamente focado em subvenções e transferências pré-definidas, deixando pouco espaço para o que a Europa precisa com urgência: investimento comum em segurança e defesa, competitividade, inovação e combate à migração irregular.
Em julho, a Comissão Europeia apresentou o projeto desse quadro orçamentário no valor de 2 trilhões de euros (R$ 11,8 trilhões).
"A Comissão Europeia propôs um aumento nominal de cerca de 60%. Isso simplesmente não é realista. Não economicamente, não politicamente e certamente não em um momento em que as finanças públicas em vários países-membros são motivo de grande preocupação. É por isso que apelamos a uma redução equilibrada da proposta da Comissão de várias centenas de bilhões de euros", argumentaram os signatários do documento.
Os líderes europeus também se manifestaram contra um aumento no quadro de funcionários nas instituições da UE. "Em tempos em que estamos reduzindo os níveis de pessoal, esperamos que as instituições da UE operem com a equipe atual. Não pode haver aumento", defenderam.
Por fim, os líderes afirmaram que a União Europeia precisa se tornar "mais competitiva, mais soberana e mais capaz de se defender. Como o mundo ao redor mudou, o orçamento comum do bloco também precisa acompanhar essa realidade".
Por Sputinik Brasil
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