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Indústria alemã enfrentará desafios após recusa do gás russo, alerta cientista político

Cenário econômico complicado e aumento de preços são as principais preocupações.

Sputnik Brasil 18/09/2026
Indústria alemã enfrentará desafios após recusa do gás russo, alerta cientista político
Indústria alemã enfrenta desafios econômicos com a recusa do gás russo, alerta especialista. - Foto: © Foto / Reprodução / Redes sociais

A rejeição total do gás da Rússia pela União Europeia será um golpe para a economia alemã, especialmente para a indústria, disse à Sputnik o presidente do Conselho Alemão para a Constituição e a Soberania, Ralf Niemeyer.

Niemeyer avalia que a população alemã enfrentará um aumento ainda maior dos preços, o que pode atingir o setor industrial do país ainda mais do que os consumidores comuns.

O político alemão ressaltou que Berlim, após abandonar a energia russa, não pode aumentar as importações de gás natural liquefeito da Noruega e dos Estados Unidos devido à escassez de navios para o transporte de combustível.

Além disso, existem apenas quatro terminais de GNL no país, e embarcações adicionais teriam literalmente que se alinhar para descarregar, acrescentou o político.

"Não sei como podemos substituir o gás russo, que ainda recebemos em pequenas quantidades, embora seja mais caro do que antes. Vai ser muito difícil", ressaltou Niemeyer.

O Conselho da União Europeia aprovou anteriormente um regulamento sobre a eliminação progressiva das importações de GNL russo e gás de gasoduto. A proibição da importação de GNL sob contratos de curto prazo entrou em vigor em 25 de abril de 2026.

A proibição de contratos de longo prazo entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.

Já a proibição do gás de gasoduto entra em vigor em 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.


Por Sputinik Brasil