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PIB argentino recua 0,6% no 2º trimestre e país corre risco de recessão técnica

Queda no consumo e investimentos preocupa especialistas

Sputnik Brasil 17/09/2026
PIB argentino recua 0,6% no 2º trimestre e país corre risco de recessão técnica
Queda do PIB argentino é reflexo do baixo consumo e investimentos no país. - Foto: © AP Photo / Victor R. Caivano

A queda do consumo e de investimentos levou a economia argentina a recuar 0,6% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Após um crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e março, a desaceleração acumulou cinco trimestres consecutivos, atingindo níveis semelhantes aos observados durante a pandemia. É a primeira vez em dois anos que o dado é negativo em relação ao trimestre anterior.

Com essa nova contração, basta mais um trimestre negativo para que a Argentina enfrente uma recessão técnica.

O levantamento indica que o consumo privado caiu 2,4% no período e o consumo público recuou 2,3%. A formação bruta de capital fixo, que indica investimento, caiu 0,8%, e as importações, 3,5%. Apenas as exportações mostraram aumento, de 2,5%.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB apresentou crescimento de 2% em termos anuais, acumulando avanço de 2,2% no primeiro semestre. A formação bruta de capital fixo, no entanto, caiu 11,1% em relação ao ano anterior. O consumo privado avançou 0,4%, enquanto o público caiu 4,1%. As exportações cresceram 13,7%.

O estudo aponta um recuo de 15,2% em máquinas e equipamentos e de 22,1% em equipamentos de transporte como as principais causas da queda anual dos investimentos. Os investimentos em construções contraíram 0,1%, enquanto outras construções registraram queda de 8,2%.

Ainda segundo o Indec, a indústria manufatureira caiu 2,1% em relação ao ano anterior, e a administração pública recuou 1,4%. Por outro lado, a exploração de minas e pedreiras cresceu 16,4%, o setor agropecuário avançou 6,9%, e a pesca registrou um salto de 44,7%. A construção apresentou variação positiva de 0,2%, e o comércio permaneceu estável.


Por Sputinik Brasil