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Instituto ligado a Mendonça recebeu R$ 5,2 milhões de empresa de parceiro de Vorcaro, diz mídia
Repasse ocorreu por meio de contrato e foi interrompido; Mendonça é relator de investigações sobre Banco Master.
O Instituto Iter, vinculado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, empresa que atua no setor de mineração.
De acordo com a reportagem divulgada nesta quinta-feira (17) pelo portal de notícias UOL, o controlador da companhia, Lucas Kallas, foi parceiro de negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master.
Vorcaro está preso desde março de 2026, na terceira fase da operação Compliance Zero. Ele é acusado pelo STF de liderar organização criminosa e das práticas de lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça e obstrução de Justiça.
A matéria afirma que o repasse foi estabelecido em abril de 2024, por meio de um contrato de mútuo conversível, modalidade que permite ao credor converter o empréstimo em participação societária ou receber o valor de volta. O contrato previa o repasse de R$ 5,9 milhões, mas o Iter decidiu interromper os pagamentos e começar a devolver os recursos à Cedro em janeiro de 2026. No mês seguinte, Mendonça foi sorteado relator das investigações relacionadas ao Banco Master. Em nota, o instituto afirmou que encerrou o empréstimo porque "já se encontrava em situação de sustentabilidade financeira".
"Foi assinado um termo aditivo ao Mútuo no qual foi estabelecido o vencimento antecipado da dívida com o início imediato do pagamento dos valores devidos pelo Iter. A taxa de juros determinada foi a taxa SELIC. Até o momento já foram pagos cerca de 5,3% do total da dívida", respondeu o Iter à reportagem.
O instituto afirmou que cumpriu as exigências contratuais e "jamais distribuiu a seus acionistas qualquer valor a título de lucro, dividendo ou participação nos resultados".
O Instituto Iter, fundado por Mendonça, teve 55 contratos com órgãos públicos, que somaram R$ 10,85 milhões. Do total, 42 foram realizados por inexigibilidade de licitação, principalmente para cursos e programas de formação. A apuração citada foi feita com base em registros do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), portais de transparência e diários oficiais.
As informações foram divulgadas em meio a uma crise interna no STF que se agravou após a discussão na Corte, na terça-feira (15), sobre uma possível apuração contra o ministro Alexandre de Moraes, em relatórios internos da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e mensagens envolvendo Moraes.
Por Sputinik Brasil
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