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Energia limpa, mar ocupado: o que está em jogo com o avanço das eólicas offshore?

Desafios e impactos das usinas eólicas em alto-mar

Sputnik Brasil 17/09/2026
Energia limpa, mar ocupado: o que está em jogo com o avanço das eólicas offshore?
- Foto: Reprodução / internet

O governo federal deu um passo decisivo rumo à regulamentação das usinas eólicas offshore (geração de energia em alto-mar). A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) definiu as regras para a seleção das áreas que receberão os projetos, estruturadas em três etapas que avaliam desde o potencial técnico até os impactos socioambientais.

Mesmo antes da definição oficial dos locais, o Brasil já acumula 59 projetos em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, com forte concentração no Nordeste, especialmente no Ceará, que lidera os pedidos. No entanto, a corrida pela energia dos ventos marinhos enfrenta forte resistência de comunidades pesqueiras e especialistas.

Críticos apontam lacunas nas diretrizes da EPE, como a ausência de consulta prévia às populações tradicionais, além de riscos à biodiversidade, à pesca artesanal e à viabilidade tarifária levantados por institutos como o Linha D'Água. Quais são os desafios rumo à transição energética e o paradoxo dos impactos socioambientais e econômicos que ameaçam ecossistemas e comunidades costeiras?

Para conversar sobre o tema, Rafael Costa e Kaique Santos recebem Elbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica); Henrique Callori Kefalás, coordenador executivo do Instituto Linha D'Água; e João Batista (Tita), pescador artesanal e coordenador do Movimento dos Atingidos pelas Renováveis (MAR) no Ceará. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.


Por Sputinik Brasil