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Durigan: governo faz dever de casa para reajuste do Bolsa Família dentro do orçamento

Compromisso fiscal garantido para os próximos anos.

Estadao Conteudo 17/09/2026
Durigan: governo faz dever de casa para reajuste do Bolsa Família dentro do orçamento
Ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 17, que o reajuste de 15% no Bolsa Família, a 17 dias do primeiro turno, tem previsão legal e que há o compromisso de absorver o impacto no Orçamento de 2026 e 2027 sem alterar a trajetória de meta ou resultado fiscal. "Nós estamos fazendo o dever de casa para incorporar no Orçamento que já está previsto para este ano, então não tem solavanco, não tem mudança de rumo. Dentro do orçamento previsto, o impacto ajudará a retomar o poder de compra das pessoas, com o compromisso de acomodar no Orçamento ainda este ano, mantendo toda a nossa trajetória de meta e resultado fiscal para o País", comentou.

Ele acrescentou que o governo passou três anos aprimorando os cadastros do Bolsa Família, com cruzamentos recorrentes e, mesmo após o aumento, o impacto do programa em relação ao PIB deve sair de 1,5% no início do mandato e terminar em 1,25%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, após os discursos dos ministros, o decreto que garante o aumento de 15% para o Bolsa Família.

Com o aumento linear, o valor mínimo dos pagamentos sairá de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média dos benefícios passará de R$ 691 para R$ 777. O governo justificou a alta pela previsão legal de reajuste inflacionário aos beneficiários, sendo que o INPC desde o início do programa até agosto foi de 15,04%.

O governo assegura que tudo será feito dentro do espaço fiscal existente, sem variação da despesa total. O custo é estimado em R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027.