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China reduz participação em dívida dos EUA ao menor nível em 18 anos, diz jornal

Investimentos em títulos dos EUA caem enquanto preocupações sobre finanças de Washington aumentam.

Sputnik Brasil 17/09/2026
China reduz participação em dívida dos EUA ao menor nível em 18 anos, diz jornal
Redução da participação da China em títulos dos EUA atinge o menor nível em 18 anos. - Foto: © AP Photo / Jacquelyn Martin

A China reduziu, em julho, sua participação em títulos do Tesouro dos EUA ao mínimo não registrado desde 2008, enquanto as participações de outros países continuaram caindo pelo segundo mês consecutivo, publicou o jornal South China Morning Post.

Em julho, as participações da China caíram para US$ 618 bilhões, ante US$ 633,4 bilhões acumulados em junho, mostraram dados divulgados pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Segundo o provedor de dados financeiros chinês Wind, o valor de julho representou o menor patamar desde 2008, quando o peso do país asiático na dívida norte-americana havia caído para US$ 573,7 bilhões.

Ao mesmo tempo, as participações estrangeiras globais em títulos do Tesouro dos EUA diminuíram para US$ 9,25 trilhões em julho, ante US$ 9,3 trilhões em junho.

Desta forma, a China deu continuidade à estratégia de abandono da dívida norte-americana iniciada em março do ano passado, quando posicionou-se em terceiro lugar entre os principais detentores estrangeiros dos títulos do Tesouro dos EUA, atrás do Japão e do Reino Unido.

Essas dinâmicas descendentes devem-se às preocupações crescentes sobre a sustentabilidade das finanças de Washington. Os investidores exigiram uma compensação maior por manter a dívida do governo dos EUA em horizontes mais longos — o que continuou a pressionar os títulos de longo prazo, empurrando os rendimentos dos papéis de 30 anos ao nível mais alto desde 2007.

Os rendimentos dos títulos de longo prazo continuaram a crescer mesmo depois que o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou na semana passada que compraria de volta até US$ 6 bilhões em bônus, com o fim de apoiar o mercado.

Ao mesmo tempo, o impacto da decisão da Reserva Federal dos EUA de quarta-feira (16) de elevar os juros em 0,25%, o primeiro aumento da taxa em mais de três anos, motivado por preocupações com a inflação, continuou a ser um ponto central para os investidores em dívida norte-americana.