Geral
Dólar recua após Copom em meio a trade eleitoral e alívio externo
Moeda norte-americana inicia o dia com leve queda, influenciada por fatores locais e internacionais.
O dólar recua no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 17, após o corte da Selic a 13,75% ao ano e o comunicado na véspera do Comitê de Política Monetária (Copom), com poucas mudanças em relação ao anterior. Além disso, o ambiente externo está favorável, com queda do dólar, Treasuries e petróleo. A moeda norte-americana abriu os negócios cotada a R$ 5,1338, registrando queda de 0,34%.
Apesar da redução do diferencial de juros, diante do tom mais duro do Fed ontem, que elevou a taxa dos Fed Funds em 25 pontos-base, para 3,75% a 4%, o mercado financeiro pode estar refletindo o trade eleitoral. Uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, com 47,2% a 46,8%, em empate técnico.
No exterior, a libra oscila perto da estabilidade após a decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de manter os juros em 3,75%. A decisão não foi unânime, com 6 votos a 3, mas o BoE decidiu por unanimidade um plano plurianual para zerar seu estoque de títulos públicos. O presidente Andrew Bailey alertou que a persistência do conflito no Oriente Médio e a alta da energia podem exigir aperto monetário. A inflação britânica subiu a 3,1% em agosto.
No Parlamento Europeu, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, apoiou a aproximação do país à União Europeia (UE) como membro associado, sem adesão plena, para ampliar a cooperação em comércio, defesa, energia e minerais críticos. A proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, será aprofundada em outubro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a iniciativa como 'cômica' e ameaçou impor 'tarifas muito sérias' ou interromper parte do comércio com a Europa se considerar o movimento hostil.
No corporativo, após anunciar alta no preço do diesel hoje, a Petrobras, por meio da subsidiária Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), divulgou a assinatura de contratos com a República da Costa do Marfim e a estatal Petroci Holding para explorar oito blocos offshore. A PNBV será operadora, com 90% de participação, enquanto a Petroci ficará com 10%. Segundo a Petrobras, a operação amplia a atuação na margem equatorial africana e faz parte da estratégia de recomposição de reservas e diversificação do portfólio.
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