Geral

Chuva de setembro já supera recordes históricos em oito Estados e do DF

Volume de precipitação impressiona especialmente em São Paulo e Minas Gerais.

Estadao Conteudo 16/09/2026
Chuva de setembro já supera recordes históricos em oito Estados e do DF
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Este mês, as estações meteorológicas de oito Estados e do Distrito Federal registraram volumes de chuva que já ultrapassaram os recordes históricos de precipitação para setembro, segundo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os dados referem-se ao período de 1º a 15 de setembro. A maior incidência foi observada em São Paulo, com dez estações superando as marcas anteriores.

Em Bragança Paulista, na Serra da Mantiqueira, o acumulado de chuva atingiu 295,4 milímetros, praticamente três vezes o recorde anterior de 105 milímetros, que datava de 2022. No litoral sul, em Iguapé, foram 341,8 milímetros, superando em mais de 100 milímetros a marca anterior, que era de 238,6 milímetros, registrada em 2019.

Duas estações na capital paulista também romperam os limites históricos. Em Interlagos, na zona sul, o total foi de 265 milímetros, superando os 243,1 milímetros registrados em 1983. No Mirante de Santana, a precipitação foi de 253,8 milímetros, também acima do recorde de 1983.

Além disso, outras estações em Taubaté, Piracicaba, Marília, Campos do Jordão, Registro e Barra do Turvo ultrapassaram as marcas históricas.

Minas Gerais ocupa o segundo lugar, com seis estações superando os registros anteriores. Em Divinópolis, o volume quase dobrou, passando de 57,2 milímetros (2019) para 106,6 milímetros neste mês. Em Coronel Pacheco, foram registrados 165 milímetros, enquanto o recorde anterior era de 103,4 milímetros, de 2015.

Novos recordes também foram observados em Monte Verde, Maria da Fé, Machado e Bambuí.

O Rio de Janeiro aparece em seguida, com cinco estações superando as marcas históricas, destacando-se Paty do Alferes, onde a estação de Avelar registrou 96,8 milímetros de chuva, enquanto o recorde anterior era de apenas 12,4 milímetros, registrados em 2024.

Estações em Paraty, Niterói, Carmo e Santa Maria Madalena também ultrapassaram as marcas anteriores.

Além dos Estados mencionados, três estações no Mato Grosso e três no Paraná também superaram os recordes históricos. O levantamento abrange ainda duas estações de Goiás, duas do Tocantins, uma do Distrito Federal e uma do Espírito Santo.

Estações meteorológicas que superaram os recordes históricos em setembro:

1. Iguape (SP): 341,8 mm, superando o recorde anterior de 238,6 mm, de 2019;

2. Morretes (PR): 315,2 mm, superando o recorde anterior de 232,2 mm, de 2022;

3. Bragança Paulista (SP): 295,4 mm, superando o recorde anterior de 105 mm, de 2022;

4. Ventania (PR): 281,4 mm, superando o recorde anterior de 262,2 mm, de 2014;

5. Monte Verde (MG): 268,8 mm, superando o recorde anterior de 221,6 mm, de 2009;

6. São Paulo - Interlagos (SP): 265,0 mm, superando o recorde anterior de 243,1 mm, de 1983;

7. São Paulo - Mirante (SP): 253,8 mm, superando o recorde anterior de 243,1 mm, de 1983;

8. Registro (SP): 250,8 mm, superando o recorde anterior de 159 mm, de 2022;

9. Barra do Turvo (SP): 250,4 mm, superando o recorde anterior de 229,6 mm, de 2022;

10. Curitiba (PR): 243 mm, superando o recorde anterior de 202 mm, de 2006;

11. Maria da Fé (MG): 207,4 mm, superando o recorde anterior de 176 mm, de 2015;

12. Taubaté (SP): 198,2 mm, superando o recorde anterior de 164,2 mm, de 2022;

13. Campos do Jordão (SP): 184,2 mm, superando o recorde anterior de 138,4 mm, de 2009;

14. Piracicaba (SP): 174,2 mm, superando o recorde anterior de 147,6 mm, de 2009;

15. Coronel Pacheco (MG): 165 mm, superando o recorde anterior de 103,4 mm, de 2015;

16. Paraty (RJ): 152 mm, superando o recorde anterior de 145 mm, de 2022;

17. Niterói (RJ): 141,2 mm, superando o recorde anterior de 105,2 mm, de 2022;

18. Machado (MG): 135,6 mm, superando o recorde anterior de 91,2 mm, de 2019;

19. Marília (SP): 133 mm, superando o recorde anterior de 112,2 mm, de 2022;

20. Nova Ubiratã (MT): 120,6 mm, superando o recorde anterior de 88,8 mm, de 2019;

21. Divinópolis (MG): 106,6 mm, superando o recorde anterior de 57,2 mm, de 2019;

22. Carmo (RJ): 105,2 mm, superando o recorde anterior de 96,2 mm, de 2022;

23. Santa Maria Madalena (RJ): 97,8 mm, superando o recorde anterior de 83,6 mm, de 2022;

24. Paty do Alferes - Avelar (RJ): 96,8 mm, superando o recorde anterior de 12,4 mm, de 2024;

25. Bambuí (MG): 96,8 mm, superando o recorde anterior de 59,8 mm, de 2019;

26. Porto Estrela (MT): 90,2 mm, superando o recorde anterior de 39,8 mm, de 2014;

27. Gaúcha do Norte (MT): 88,8 mm, superando o recorde anterior de 71,8 mm, de 2009;

28. Colinas do Tocantins (TO): 85 mm, superando o recorde anterior de 82 mm, de 2023;

29. Iporá (GO): 82,2 mm, superando o recorde anterior de 74,2 mm, de 2018;

30. Gama - Ponte Alta (DF): 79 mm, superando o recorde anterior de 49,2 mm, de 2020;

31. Venda Nova do Imigrante (ES): 62,2 mm, superando o recorde anterior de 50,2 mm, de 2022;

32. Edeia (GO): 60,4 mm, superando o recorde anterior de 35,4 mm, de 2018;

33. Rio Sono (TO): 32,8 mm, superando o recorde anterior de 31 mm, de 2023.