Geral

Banco Central reduz juros brasileiros de 14% para 13,75% em quinto corte consecutivo

Taxa Selic chega ao menor nível desde março de 2025

Sputnik Brasil 16/09/2026
Banco Central reduz juros brasileiros de 14% para 13,75% em quinto corte consecutivo
Banco Central reduz a Taxa Selic para 13,75%, o menor nível desde março de 2025. - Foto: © Foto / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a reduzir os juros básicos da economia brasileira, a Taxa Selic, nesta quarta-feira (15), pela quinta vez consecutiva: de 14% para 13,75% ao ano.

A redução de 0,25 ponto percentual ocorreu na última reunião antes das eleições presidenciais. Este é o menor nível dos juros desde março de 2025 (13,25%).

"O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", anunciou o comitê.

O novo patamar é o mais baixo desde março de 2025, quando a Selic estava em 13,25%. A meta da inflação brasileira está em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A projeção do colegiado para a inflação é de 3,2% no primeiro trimestre de 2028, prazo com que a autoridade monetária trabalha atualmente para atingir a meta.

De acordo com o indicador oficial da inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em agosto houve deflação (-0,32%), o menor patamar para um mês de agosto em quatro anos. Já a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses é de 4,22%.

EUA aumentam os juros

Também nesta quarta-feira (16), o banco central dos EUA, o Federal Reserve (Fed), aumentou os juros pela primeira vez desde 2023. A taxa básica de juros do país vai subir 0,25 ponto percentual, de 3,75% para 4%.

O aumento ocorre em um momento de alta inflação persistente decorrente da disparada dos preços do petróleo bruto devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irã. A meta de inflação do Fed é de 2%.


Por Sputinik Brasil