Geral
Projeção de IPCA para o 1º tri de 2028 permanece em 3,2%, conforme Copom
Instituição analisa o horizonte monetário e taxa Selic.
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve, nesta quarta-feira, 16, a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 1º trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, em 3,2%, considerando o cenário de referência. A projeção permanece 0,2 ponto porcentual acima do centro da meta de inflação, que é de 3%. Isso indica que a trajetória de juros embutida no Focus é insuficiente para fazer a inflação convergir ao alvo no período de seis trimestres observado pelo Banco Central.
As medianas do relatório indicam que a Selic estará em 13,75% no fim deste ano e cairá para 12,0% ao final de 2027, atingindo 10,50% no final de 2028.
Nesta reunião, o Copom reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, passando de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e alinhada com a expectativa de 75 das 78 casas consultadas pelo Projeções Broadcast.
Ao justificar a decisão, o colegiado afirmou que a "decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". "Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta", afirma o comunicado.
Desde a última reunião, realizada em agosto, a mediana do Focus para o IPCA de 2026 caiu de 5,03% para 4,90%. Por outro lado, a estimativa para 2027 subiu de 4,22% para 4,30%. Para 2028, a mediana permaneceu em 3,80%. Todos os intervalos estão acima do centro da meta de inflação, que é de 3,0%. Além disso, a cotação do dólar utilizada pelo Comitê em suas projeções subiu de R$ 5,10 para R$ 5,15.
Nesta quarta-feira, a projeção do Copom para o IPCA acumulado em 2026 aumentou de 5,1% para 5,2%. Para 2027, subiu de 3,8% para 3,9%.
O colegiado também ajustou as estimativas para a inflação de preços livres em 2026 (5,1% para 5,2%), 2027 (3,9% para 4,1%) e no 1º trimestre de 2028 (3,1% para 3,2%). Para os preços administrados, revisou as estimativas para 2026 (4,9% para 5,3%), manteve a projeção para 2027 em 3,5% e reduziu a estimativa para o 1º trimestre de 2028 (3,5% para 3,2%).
Todas as estimativas consideram a evolução da taxa de câmbio conforme a paridade do poder de compra (PPC), a trajetória da Selic embutida no relatório Focus e o preço do petróleo, seguindo a curva futura por aproximadamente seis meses, passando a aumentar 2% ao ano posteriormente.
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