Geral
Deputado dos EUA pede que OEA acompanhe atuação de Moraes
Chris Smith cita Caso Master e busca atenção para as eleições no Brasil
Chris Smith cita Caso Master e próximas eleições em pedido à OEA; Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo também buscam apoio de Washington contra Moraes.
O deputado republicano americano Chris Smith, de Nova Jersey, encaminhou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), um pedido para que o órgão acompanhe a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na carta, o congressista cita controvérsias envolvendo o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de pedir atenção às próximas eleições brasileiras.
Smith afirma haver preocupações relacionadas a decisões de Moraes e menciona acusações de abuso de poder e censura, além de alegações sobre supostas relações financeiras entre o escritório da esposa do ministro e Vorcaro. As acusações são objeto de disputa e não representam, por si só, uma conclusão de irregularidade.
A iniciativa ocorre enquanto o STF mantém em aberto a discussão sobre a possibilidade de investigar Moraes no caso envolvendo Vorcaro. A análise foi interrompida em 15 de setembro após pedido de vista do ministro Flávio Dino, sem decisão sobre a abertura de investigação.
O episódio também ocorre em meio a uma nova ofensiva de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo Donald Trump. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram, nesta quarta-feira (16), uma série de reuniões em Washington com integrantes do Departamento de Estado e, na quinta-feira (17), devem se reunir com integrantes da Casa Branca.
Segundo apuração da coluna do Metrópoles, a principal pauta das reuniões será justamente o pedido de investigação contra Moraes no Caso Master. Eduardo pretende apresentar aos representantes americanos detalhes da sessão do STF e buscar a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro, além da inclusão de Flávio Dino na lista de autoridades punidas.
Smith já havia criticado Moraes em 2024, quando encaminhou questionamentos ao ministro sobre supostos abusos e violações de direitos. A nova iniciativa amplia a dimensão internacional das controvérsias envolvendo o STF, enquanto a própria Corte discute como tratar as acusações relacionadas a Moraes.
Por Sputinik Brasil
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