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EUA acusam Brasil de fracassar no combate ao narcotráfico

Críticas se intensificam após classificação de facções como terroristas globais.

Sputnik Brasil 16/09/2026
EUA acusam Brasil de fracassar no combate ao narcotráfico
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: © AP Photo / Jacquelyn Martin

Casa Branca afirma que facções transformaram país em centro do fluxo global de cocaína, mas Brasil não entra nas listas formais de países produtores ou rotas de drogas.

O governo de Donald Trump acusou o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados neste ano pelos Estados Unidos como "terroristas globais especialmente designados". A crítica consta de uma determinação anual da Casa Branca sobre países relacionados à produção e ao trânsito de drogas, divulgada nesta terça-feira (15).

Segundo o documento, as duas facções transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína e representam, na avaliação de Washington, uma ameaça crescente à segurança internacional. A Casa Branca afirmou que o governo brasileiro precisa adotar medidas firmes para enfrentar os grupos antes que eles se expandam e se fortaleçam.

Apesar da crítica, o Brasil não foi incluído na lista de 23 países classificados pelos EUA como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. O país também não aparece entre os quatro governos apontados por Washington como aqueles que não fizeram esforços suficientes para cumprir compromissos internacionais de combate ao narcotráfico.

A própria determinação ressalva que a inclusão na primeira lista não representa necessariamente uma avaliação negativa sobre os esforços de um governo, pois também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos.

A menção ao Brasil representa uma mudança em relação ao documento publicado em 2025, quando o país não havia sido citado nominalmente. A crítica ocorre após Washington classificar PCC e CV como organizações terroristas em maio, ampliando a pressão sobre o governo brasileiro.

A medida também se insere em um período de tensão nas relações entre Lula e Trump, marcado por disputas comerciais e diplomáticas ao longo de 2026, embora os dois governos tenham mantido canais de diálogo.