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Do orçamento a redes próprias: os principais desafios para o uso de drones pelas Forças Armadas (parte 1)
Em entrevista à mídia brasileira, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Brasil pretende ampliar os investimentos em drones para reforçar a vigilância das fronteiras, diante da extensão territorial do país e das limitações do efetivo militar disponível. A medida, segundo ele, será viabilizada pelo aumento do orçamento da Defesa para o próximo ano.
À Sputnik Brasil, o pesquisador Paulo Henrique Montini afirma que ainda há dúvidas a serem esclarecidas sobre o programa de drones brasileiro. Por exemplo, que tipo de drones a Defesa está pensando em utilizar nas fronteiras. "Seriam drones de grande porte ou de pequeno porte?", indaga.
Segundo o analista, o ideal seriam drones de menor porte, que são mais fáceis de montar, uma característica relevante para operações em áreas de difícil acesso, como a Amazônia. O que preocupa Montini, também, é a questão orçamentária. Como explica, militares frequentemente priorizam recursos para salários e melhores condições de trabalho, enquanto os investimentos em equipamentos acabam lutando por espaço no orçamento. "A folha de pagamento é uma das maiores vilãs nos gastos de defesa."
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