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Petróleo fecha em alta e Brent se aproxima dos US$ 110 com oferta da Arábia Saudita em xeque

Investidores reagem a ataques e mudanças na infraestrutura petrolífera saudita

Estadao Conteudo 15/09/2026
Petróleo fecha em alta e Brent se aproxima dos US$ 110 com oferta da Arábia Saudita em xeque
Foto: © Foto / Divulgação / Petrobras

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 15, à medida que os investidores avaliam os impactos sobre a oferta da commodity na Arábia Saudita após ataques dos houthis, do Iémen, a um importante oleoduto no país nesta semana.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro fechou em alta de 2,9% (US$ 3,07), a US$ 108,75 o barril.

Já o petróleo WTI para outubro avançou 4,38% (US$ 4,44), a US$ 105,83 o barril na Nymex.

Segundo a Reuters, a Arábia Saudita suspendeu o carregamento de petróleo no porto de Yanbu, às margens do Mar Vermelho, dias depois de ter fechado seu oleoduto Leste-Oeste, uma importante alternativa de escoamento da commodity ao Estreito de Ormuz.

A agência de notícias ainda disse que Riad informou seus clientes europeus de que algumas cargas de petróleo previstas para o fim de setembro serão canceladas.

O impacto à infraestrutura energética da Arábia Saudita ainda é incerto, com analistas da ANZ afirmando que o reino deve aumentar os embarques pelo Estreito de Ormuz, apesar do tráfego registrado na via marítima continuar muito baixo.

Segundo a Axios, Israel e Arábia Saudita discutiram na semana passada, secretamente, como o exército israelense poderia apoiar as operações militares sauditas contra os houthis. Um diplomata disse à Kan News que Tel-Aviv já repassou informações para Riad por meio dos EUA.

Em Ormuz, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) afirmou nesta terça ter atingido um drone militar norte-americano, informou a Fars. Segundo a agência iraniana, o drone foi atingido por disparos do novo e avançado sistema de defesa aeroespacial da IRGC.

Um relatório do governo dos EUA divulgado na segunda-feira contradisse declarações do presidente americano, Donald Trump, ao reconhecer a redução dos estoques de armamentos avançados das Forças Armadas, além de dar luz ao primeiro panorama público dos danos sofridos por aeronaves, bases e postos diplomáticos americanos no Oriente Médio. Trump disse na segunda que os Estados Unidos já possuem "grandes quantidades" de armamentos avançados em estoque.