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Polícia sul-africana alerta após corpo de 7ª mulher ser encontrado perto de Johanesburgo
Descobertas geram temores de um possível assassino em série na região.
O corpo de uma mulher foi encontrado nesta terça-feira, 15, na mesma área a leste de Johanesburgo, na África do Sul, onde a descoberta de outras vítimas nos últimos dois meses gerou temor de um possível assassino em série à solta e levou a um alerta público por parte da polícia.
Segundo as autoridades sul-africanas, os casos parecem estar relacionados, embora não tenham confirmado se são obra do mesmo assassino.
O Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS) emitiu um alerta público para que as mulheres tomem precauções ao praticar atividades como corrida na região.
"Embora as investigações ainda estejam em andamento e a Polícia Sul-Africana não tenha, nesta fase, confirmado que as mortes estão ligadas a um assassino em série, as semelhanças são suficientemente preocupantes para que a polícia emita um alerta público e intensifique as investigações", disse a porta-voz da polícia, Athlenda Mathe.
Nesta terça-feira, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que orientou as autoridades policiais a priorizarem as investigações de homicídio em andamento.
"Determinei que esses casos sejam priorizados e que todos os esforços sejam feitos para levar os responsáveis à justiça. Nossas agências de segurança pública estão realizando esse trabalho em parceria com os cidadãos, dos quais dependemos para qualquer informação que possa ajudar a acabar com esses ataques contra mulheres", disse ele, por meio de um comunicado.
O alerta policial foi emitido após a descoberta, nesta terça-feira, de um corpo na área de Kwa-Thema, a cerca de 34 quilômetros de Kempton Park.
A polícia informou que a vítima foi encontrada completamente nua e em avançado estado de decomposição.
Na segunda-feira, 14, outro corpo foi encontrado em Olifantsontein.
No sábado, 12, o corpo de uma mulher de 38 anos foi encontrado após seu desaparecimento em Kempton Park na semana passada, enquanto fazia jogging. Uma busca frenética da comunidade e da polícia por Elizabeth "Tsontso" Moselakgomo terminou quando seu corpo seminua foi encontrado.
O alerta público destacou preocupações antigas sobre crimes violentos na África do Sul, particularmente contra mulheres e crianças.
O país registrou 5.427 homicídios entre abril e julho - uma média de 45 por dia - segundo as últimas estatísticas criminais.
De acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a igualdade de gênero, as taxas de feminicídio na África do Sul estão entre as mais altas do mundo.
Um estudo sul-africano realizado em 2022 revelou que mais de 35% das mulheres adultas da África do Sul já tinham sofrido violência física ou sexual em algum momento da vida.
A Comissão para a Igualdade de Gênero apelou a uma ação preventiva urgente, incluindo uma auditoria de segurança das áreas afetadas, envolvendo a polícia, funcionários municipais, autoridades de transportes e estruturas de segurança comunitária.
O documento afirma que a auditoria deve avaliar a iluminação, a vigilância, as rotas de pedestres e de transporte público, os espaços negligenciados, a visibilidade policial e o acesso à assistência de emergência.
"Não se deve ter de matar mulheres para que uma área receba maior atenção", disse Javu Baloyi, porta-voz da comissão. /AP
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