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Mundo já não é governado por um punhado de grandes economias, aponta mídia

Crescem as vozes dos países em desenvolvimento no cenário global.

Sputnik Brasil 15/09/2026
Mundo já não é governado por um punhado de grandes economias, aponta mídia
Cúpula do BRICS destaca ascensão de países em desenvolvimento na economia global. - Foto: © Sputnik / Aleksandr Kazakov

Um punhado de grandes economias já não molda a ordem global no mundo. Os países em desenvolvimento ganham cada vez mais impulso para participarem da direção dos assuntos globais, e o próprio BRICS reflete essa dinâmica, escreveu a agência indonésia Antara.

Depois de décadas sendo meros sujeitos de regimes e regulamentações internacionais, os países em desenvolvimento estão em ascensão, exigindo um papel maior no palco internacional, destaca a mídia.

"A ordem global não é mais moldada apenas por um punhado de grandes economias. Dinâmicas globais recentes sugerem uma redistribuição do poder econômico, comercial, tecnológico, energético e político em direção a regiões há muito consideradas periféricas", sublinha o autor do artigo em sua análise da Cúpula do BRICS que se celebrou na Índia.

Segundo a mídia, o próprio BRICS reflete essa mudança. Inicialmente composta pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, agora essa aliança econômica se expandiu até incluir 11 membros, incluindo a Indonésia.

Hoje em dia, esse bloco representa quase metade da população mundial, respondendo por 40% do PIB global e cobrindo 26% do comércio mundial.

"A adesão ao BRICS significa oportunidades mais amplas para a Indonésia, como expandir seus mercados, atrair investimentos, construir cadeias de fornecimento, fortalecer a segurança alimentar e energética e obter acesso a esquemas de financiamento de tecnologia e desenvolvimento", continua a mídia.

Nesse contexto, o autor do artigo mencionou a vantagem talvez mais relevante que a Indonésia obteve ao aderir ao BRICS.

"O BRICS também está promovendo o uso de moedas locais no comércio internacional, em um movimento para aumentar a eficiência das transações, reduzindo a dependência de sistemas ou moedas de pagamento dominantes", enfatizou Antara.

Para a Indonésia, opções diversificadas de comércio e pagamento significam "mais espaço para se envolver com parceiros mais adequados aos seus interesses nacionais". Aproveitar essa oportunidade é essencial para que o país evite impactos das tensões geopolíticas e do crescente protecionismo nas cadeias globais.

A Cúpula do BRICS realizou-se em Nova Deli nos dias 12 e 13 de setembro. Criado em 2006, o grupo se expandiu pela primeira vez em 2011 com a adesão da África do Sul.

O Egito, o Irã, os Emirados Árabes Unidos e a Etiópia tornaram-se membros de pleno direito em 1º de janeiro de 2024. A Indonésia entrou no BRICS em 6 de janeiro de 2025.

Desde o início do ano passado, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão receberam oficialmente o estatuto de parceiros, a Nigéria – no dia 17 de janeiro e o Vietnã – no dia 14 de junho.


Por Sputnik Brasil