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Análise: Milei tira proveito da crise entre Reino Unido e EUA em prol das Malvinas argentinas
Aumento da tensão permite a Milei reforçar reivindicações históricas.
O presidente argentino Javier Milei aproveitou o desgaste entre Reino Unido e Estados Unidos para reforçar a reivindicação sobre as Malvinas. A estratégia inclui novas medidas de segurança e sanções contra empresas que exploram petróleo no arquipélago.
O momento é favorável diplomaticamente, mas o tema perdeu força entre os argentinos, segundo o internacionalista Roberto Uebel, em entrevista à Sputnik Brasil. "A opinião pública está muito mais preocupada com inflação, emprego, renda e segurança do que com a questão das Malvinas."
A ofensiva também mira o projeto de exploração de petróleo Sea Lion, desenvolvido por empresas israelense e britânica. A pesquisadora Beatriz Bandeira de Mello avalia que o episódio pode ampliar a presença dos EUA na região e a disputa por recursos estratégicos.
A internacionalista Renata Alvares Gaspar destaca que as Malvinas são historicamente usadas por presidentes argentinos em momentos de dificuldades internas. "Em momentos de crise interna de reputação e de aprovação, as Malvinas sempre foram um recurso importante."
Para o pesquisador Matheus Oliveira, os EUA já utilizaram a questão das Malvinas para pressionar o governo britânico. Ele avalia que o principal ponto agora é saber até onde Washington estaria disposto a apoiar Buenos Aires na disputa. Apesar do aumento das tensões, um novo conflito armado é considerado improvável. A sinalização de Donald Trump, porém, abriu espaço para Milei explorar as divergências entre Washington e Londres e reforçar a posição argentina sobre as Malvinas.
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