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Fachin retira novo sigilo do caso Master; ministros do STF já têm dados do celular de Vorcaro, diz PF
Decisão ocorre antes de análise de apuração contra Alexandre de Moraes.
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou nesta segunda-feira (14) a retirada do sigilo de um novo procedimento ligado às investigações sobre as fraudes do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido do ministro Alexandre de Moraes e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão ocorre na véspera da sessão que pode decidir sobre a abertura de apuração contra o ministro Alexandre de Moraes, alvo das mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso envolve ainda uma disputa entre ministros sobre o acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal durante as investigações sobre o Banco Master.
A PGR afirmou que não havia incluído o documento entre os procedimentos a serem tornados públicos porque não tinha acesso à sua existência no sistema do tribunal.
Hoje (14), a Polícia Federal (PF) informou que entregou cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
"O material original permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada, com os respectivos lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital", diz a nota divulgada pela instituição.
O impasse no STF ocorre em meio a uma disputa interna entre ministros do STF pelo acesso irrestrito ao acervo digital de Vorcaro.
'Dark Horse'
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também pediu ao STF o levantamento completo do sigilo dos autos relacionados ao financiamento do filme "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a defesa, o relator do caso, ministro Flávio Dino, está dando publicidade parcial da investigação, o que pode favorecer versões seletivas sobre o caso.
"Quando o conjunto de uma investigação permanece fechado e apenas um de seus fragmentos se torna público, a sociedade recebe uma fotografia incompleta. E as lacunas não ficam vazias. Antes, o contrário: são preenchidas por quem tem acesso privilegiado ao restante, por quem tem interesse em determinada leitura dos fatos ou, principalmente, pela simples conjectura."
Um inquérito da PF apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, entre outros possíveis crimes, no financiamento do longa.
Preso desde o início do ano por crimes de lavagem de dinheiro, fraude financeira, entre outros, Vorcaro fez, em setembro de 2025, repasse de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões na cotação da época), ao Havengate Development Fund, responsável por administrar os recursos do filme, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Por Sputinik Brasil
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