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Países pedem que UE reforce presença no Ártico diante de ameaças da Rússia

Documento foi assinado por mais de 10 nações europeias ROVANIEMI, 14 de setembro de 2026, 14:17

Redação ANSA 14/09/2026
Países pedem que UE reforce presença no Ártico diante de ameaças da Rússia
Premiê finlandês, Petteri Orpo, participando de uma cúpula europeia no Ártico em Rovaniemi

Redação ANSA
emiê finlandês, Petteri Orpo, participando de uma cúpula europeia no Ártico em Rovaniemi © ANSA/EPA

Pelo menos 12 países instaram a União Europeia nesta segunda-feira (14) a reforçar sua presença no Ártico, diante da transformação da região em um campo de batalha geopolítico estratégico após ameaças da Rússia e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Apelamos à UE para que assuma um papel mais estratégico e proativo no Ártico europeu", escreveram os países em uma declaração conjunta após uma reunião realizada na Finlândia. O encontro contou com a participação de representantes de Dinamarca, França, Alemanha, Suécia, Grécia, entre outros países.

O documento também destacou a importância estratégica da região para toda a Europa e afirmou que "o que importa para o Ártico importa para todos os Estados-membros" do bloco.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, avaliou que as razões para a presença da UE no Ártico são claras, uma vez que Dinamarca, Finlândia e Suécia fazem parte do bloco.

"O que está acontecendo não é uma questão regional, mas sim europeia, ou seja, significa que a segurança do Ártico é também segurança europeia. No entanto, quando se trata de segurança no Ártico, devemos nos adaptar à nova realidade geopolítica", afirmou o diplomata português.

Costa mencionou que as autoridades europeias estão atualizando suas estratégias para garantir que sejam adequadas "às necessidades de um novo contexto caracterizado por desafios geoeconômicos e ambientais". Além disso, o líder europeu afirmou que a região "é mais uma vítima do enfraquecimento do sistema multilateral".

"A soberania e o respeito à integridade territorial não podem mais ser dados como certos, e conceitos fundamentais do direito internacional, como a liberdade de navegação, estão sendo questionados. E a Rússia, a maior nação ártica, é um dos principais motores dessa tendência", enfatizou.

O primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, também fez um alerta em relação a Moscou e classificou a Rússia como a "ameaça mais séria e de longo prazo" à segurança e à estabilidade do Ártico. O primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, também afirmou que o país "representa uma ameaça estratégica".

Já o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, mencionou durante a cúpula em Rovaniemi que a presença da China na região está aumentando gradativamente.

"Até agora, tem sido impulsionada principalmente por necessidades científicas, mas, no futuro, poderá se transformar em uma presença militar. A UE deve adaptar sua política para o Ártico para levar em conta a nova realidade geopolítica e as ameaças que nos cercam. Acredito que seja particularmente importante que a UE e a Otan cooperem nesse sentido, fortalecendo-se mutuamente", analisou.

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