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Banco Central e FMI devem ser reformados para ampliar representação do Sul Global, diz BRICS

Sputnik Brasil 11/09/2026
Banco Central e FMI devem ser reformados para ampliar representação do Sul Global, diz BRICS
BRICS pede reforma do FMI e Banco Mundial para aumentar representação do Sul Global. - Foto: © Sputnik / Kristina Soloviova

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial precisam passar por reformas para que sua estrutura de gestão se adapte às transformações da economia mundial ocorridas desde sua criação, segundo comunicado dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais dos países do BRICS.

O texto destaca que, diante do aumento da participação dos países em desenvolvimento na produção e no crescimento econômicos mundiais, a reforma da governança econômica global continua sendo uma prioridade constante do bloco.

"Continuaremos fortalecendo a coordenação entre os membros do BRICS para tornar as instituições financeiras internacionais mais representativas, transparentes e responsáveis", ressalta o comunicado.

O documento destaca a necessidade urgente de reformar as instituições de Bretton Woods — o FMI e o Banco Mundial. As reformas visam torná-las mais flexíveis, eficazes, confiáveis, imparciais e legítimas.

A estrutura de governança dessas instituições deve ser reformada, considerando a transformação da economia mundial desde sua criação. A representatividade dos países em desenvolvimento deve refletir sua posição relativa na economia global, conclui o comunicado.

O sistema de Bretton Woods, que surgiu após a Segunda Guerra Mundial, garantiu a recuperação da economia de muitos países. Houve a transição para um novo sistema de pagamentos baseado no uso do dólar e na eliminação do ouro nas transações.

Nesse contexto, foram criados o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, instituição de crédito do Banco Mundial, e o FMI, que estabeleceu certas regras no âmbito das finanças internacionais.

O número de votos de cada país na administração do Banco Mundial e do FMI é determinado pelas cotas. Das cotas também dependem o montante das obrigações financeiras e o acesso ao financiamento desses países.

O Conselho de Administração do FMI faz revisões periódicas das cotas, redistribuindo as participações de acordo com o PIB dos países participantes. A China e a Índia são os países mais interessados, mas os Estados Unidos se opõem, pois receiam abrir mão do poder de veto. Atualmente, os países em desenvolvimento, incluindo a China, detêm menos da metade do capital do FMI.


Por Sputnik Brasil