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Mário Frias nega acusações da PF e critica medidas cautelares do STF

Deputado classifica operação como 'cortina de fumaça' e se defende nas redes sociais.

Sputnik Brasil 10/09/2026
Mário Frias nega acusações da PF e critica medidas cautelares do STF
Deputado Mário Frias critica operação da PF e defende sua inocência. - Foto: © Reprodução

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) qualificou de "cortina de fumaça" a operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), denominada Make Up, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, incluindo a residência dele.

Após a ação, ele publicou um vídeo nas redes sociais negando as acusações e assegurou que o processo será arquivado.

O parlamentar informou que os agentes da PF apreenderam seu celular, documentos e um computador. Mais cedo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), impediu Frias de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados no inquérito que apura desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

"Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça", declarou.

De acordo com a PF, uma organização criminosa desviou recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da prestação dos serviços.

Frias também destacou que a investigação envolve R$ 2 milhões em emendas parlamentares que ele destinou a dois projetos, um esportivo e outro focado em letramento digital voltado para crianças e adolescentes.

Em maio, uma ex-funcionária de Mario Frias (PL-SP) revelou que devolveu parte do salário ao parlamentar e pagou despesas da família de Frias.

As apurações também investigam movimentações financeiras relacionadas à Go Up Entertainment, produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, "Dark Horse", que recebeu R$ 645,4 mil em menos de 60 dias.