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Desfile de 7 de Setembro: Lula evoca soberania, combate à violência e Copa Feminina de 2027
Cerimônia destaca temas de soberania, violência contra mulheres e futebol feminino
O desfile de 7 de Setembro reuniu autoridades dos Três Poderes e tropas militares na Esplanada, em uma celebração mais sóbria e institucional dos 204 anos da Independência. O evento teve como eixos temáticos a soberania nacional, combate à violência contra mulheres e Copa Feminina de 2027.
O desfile de 7 de Setembro reuniu autoridades dos Três Poderes em uma celebração marcada por tom institucional e maior sobriedade na Esplanada dos Ministérios em Brasília. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e sua esposa, além de ministros, reforçando o caráter oficial da cerimônia.
Na tribuna de honra, a composição refletiu a presença equilibrada entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Além de Lula e Alckmin, estavam Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente do Senado, e Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara.
A participação de um representante do Supremo chamou atenção, já que no ano anterior nenhum deles compareceu devido ao julgamento da trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro — que está preso por tentativa de golpe de Estado e cumpre pena em regime domiciliar humanitário por questões de saúde.
A Advocacia-Geral da União (AGU) orientou que o evento evitasse qualquer elemento que pudesse ser interpretado como manifestação político-partidária, dada a proximidade do período eleitoral. A recomendação buscou garantir que o desfile mantivesse caráter estritamente cívico, sem interferência na disputa política.
A celebração dos 204 anos da Independência foi estruturada em três eixos temáticos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027. A programação combinou elementos tradicionais do desfile cívico-militar com mensagens alinhadas às prioridades do governo.
O tema da soberania ganhou destaque após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao país. Em pronunciamento nacional, Lula afirmou que o Brasil não será "colônia de ninguém", defendendo a autonomia do país para proteger território, riquezas naturais e população diante de pressões externas.
"Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros, [...] um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que seu povo precisa para conquistar a própria independência", disse o presidente.
Outro eixo central foi o combate à violência contra mulheres, impulsionado pelo aumento dos feminicídios. Lula sancionou recentemente leis que ampliam a proteção às vítimas, como o Cadastro Nacional de Agressores e medidas de afastamento imediato do agressor, ações vinculadas ao Pacto Brasil entre os Três Poderes.
O desfile também homenageou a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil pela primeira vez na história do torneio na América do Sul.
Por Sputinik Brasil
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