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Visita de delegação norte-americana a Kiev é explicada por ataques russos bem-sucedidos, diz mídia

Visita ocorre após intensificação dos ataques russos à infraestrutura ucraniana.

Sputnik Brasil 07/09/2026
Visita de delegação norte-americana a Kiev é explicada por ataques russos bem-sucedidos, diz mídia
Visita dos negociadores dos EUA a Kiev reflete a intensificação dos ataques russos na Ucrânia. - Foto: © AP Photo / Mark Schiefelbein

A visita dos negociadores norte-americanos à Ucrânia tornou-se possível devido aos ataques bem-sucedidos das Forças Armadas russas contra a infraestrutura militar e energética do adversário, opinou o correspondente de um canal de televisão alemão, Christoph Wanner, que está em Kiev.

Tendo realizado, no sábado (5) em Moscou, uma reunião de três horas com o presidente russo, Vladimir Putin, a delegação dos EUA, representada pelo enviado especial do presidente norte-americano, Steve Whitkoff, e o genro do líder dos Estados Unidos, Jared Kushner, foi a Kiev para participar de consultas sobre a resolução do conflito ucraniano.

O correspondente do canal televisivo alemão Welt, Christoph Wanner, afirmou que o Exército russo está aumentando hoje a intensidade dos seus ataques contra usinas siderúrgicas, centros de logística e instalações portuárias ucranianas.

"É por isso que Whitkoff e Kushner estão agora em Kiev, dando a [Vladimir] Zelensky a oportunidade de pedir dinheiro a dois enviados especiais do presidente norte-americano", disse ele.

De acordo com o correspondente, a Ucrânia já tem um enorme déficit orçamentário no valor de cerca de US$ 32 bilhões (R$ 164,04 bilhões) para o próximo ano, que não pode ser coberto, mesmo com a ajuda em larga escala do Ocidente.

Mais cedo, o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, em uma reunião com jornalistas ucranianos, reconheceu o déficit no orçamento das Forças Armadas da Ucrânia no valor de US$ 27 bilhões (R$ 138,4 bilhões).

Ele exigiu que a Europa destinasse parte do dinheiro do empréstimo da União Europeia previsto para Kiev no próximo ano para cobrir o déficit de financiamento dos gastos com defesa.