Geral
Mídia: Pyongyang amplia poder naval e pressiona Washington com novo destróier nuclear
Kim Jong-un critica exercícios trilaterais e avança na modernização da frota norte-coreana.
Kim Jong-un elevou a pressão sobre os EUA ao incorporar um novo destróier com capacidade nuclear e criticar os exercícios militares trilaterais de EUA, Coreia do Sul e Japão, que considera provocativos.
O líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-un, intensificou a pressão sobre os EUA ao rejeitar a decisão do presidente Donald Trump de reduzir um grande exercício militar, enquanto avança na modernização da marinha norte-coreana.
De acordo com a mídia americana, a incorporação de um novo destróier às forças norte-coreanas coincide com o início de manobras trilaterais entre EUA, Coreia do Sul e Japão, vistas por Pyongyang como uma ameaça direta.
Kim participou da cerimônia de comissionamento do destróier Kang Kon, acompanhado de sua filha adolescente, identificada pela inteligência sul-coreana como possível herdeira de Kim. Imagens oficiais mostraram ambos inspecionando o navio, reforçando a mensagem política de continuidade e poder militar.
A Coreia do Norte agora conta com seu segundo destróier da classe Choe Hyon. O Kang Kon foi oficialmente integrado à frota em 6 de setembro, na presença pessoal de Kim Jong-un durante a cerimônia.
Tanto o Kang Kon quanto o Choe Hyon, incorporado em junho, são destróieres de 5.000 toneladas equipados com mísseis de capacidade nuclear, posicionando-se como os navios mais avançados da frota norte-coreana. Para Kim, essas adições ampliam a capacidade de dissuasão e aumentam o temor entre os adversários.
Em seu discurso, Kim destacou que a diversificação da dissuasão nuclear marítima fortalece a posição estratégica do país e pede operações mais eficazes dos sistemas de combate nuclear. Ele também defendeu o aumento das atividades militares para consolidar a defesa marítima e prevenir conflitos.
Enquanto isso, EUA, Coreia do Sul e Japão iniciaram o exercício Freedom Edge (Limite da Liberdade), de cinco dias, próximo à ilha de Jeju. Seul classificou as manobras como defensivas, focadas em responder às ameaças nucleares de Pyongyang, mas o vizinho do Norte as vê como uma demonstração de confronto.
A chancelaria norte-coreana acusou Washington de adotar uma postura mais agressiva, citando tanto o Freedom Edge quanto declarações norte-americanas sobre a desnuclearização do país, mesmo após Trump ordenar a redução do exercício Ulchi Freedom Shield (Escudo da Liberdade Ulchi) como um gesto para agradar a Kim — considerado insuficiente por Pyongyang.
Kim Yo-jong, irmã do líder, rejeitou a aproximação de Trump, afirmando que a diminuição dos exercícios não altera sua natureza provocativa. Em retaliação, o Norte lançou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance, cumprindo a promessa de retaliar as manobras conjuntas.
Ainda segundo informações, Kim Jong-un reiterou que só retomará as negociações se os EUA abandonarem sua 'política hostil' e reconhecerem o status nuclear do país.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1MOBILIDADE
Prefeitura inicia obras de R$ 46,9 milhões para ampliar ponte e criar terceira faixa na Ayrton Senna, na Barra da Tijuca
-
2ESTADO DE SAÚDE
Chiara Ferragni passa mal por causa de altitude durante viagem ao Peru
-
3ESPORTE
Palmeiras domina ranking de vendas mais caras do Brasil com cinco entre as 12 maiores
-
4DEFESA
Chefe da Marinha britânica reconhece o poderio da frota submarina da Rússia
-
5CONCURSO
RJ terá concurso para Secretaria de Planejamento e Gestão com 60 vagas de nível superior