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América Latina pede debate sobre a regulamentação do acesso de jovens às redes sociais

Encontro em San José discute uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes.

Sputnik Brasil 06/09/2026
América Latina pede debate sobre a regulamentação do acesso de jovens às redes sociais
Especialistas discutem acesso de jovens às redes sociais em evento na Costa Rica. - Foto: © AP Photo / Heather Khalifa

Especialistas, juristas, legisladores e líderes da sociedade civil do Panamá, República Dominicana, Equador e Costa Rica fizeram esse apelo durante um evento realizado esta semana em San José, Costa Rica.

A proposta, que surgiu durante o Encontro sobre a Regulação das Redes Sociais, fórum promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é especialmente relevante porque a América Latina e o Caribe apresentam o maior índice de uso de plataformas digitais do mundo.

Segundo estatísticas apresentadas pelo PNUD, os moradores da região passam, em média, três horas e meia por dia conectados às redes sociais, número que coloca a região na vanguarda do consumo global desse tipo de conteúdo.

Diante desse fenômeno, os palestrantes enfatizaram a importância de se abrir um amplo debate sobre a regulamentação do uso de celulares e redes sociais entre crianças e adolescentes, ressaltando que esse processo deve incluir diretamente menores, pais, professores e governos, adaptando as metodologias às diversas realidades, habilidades e contextos.

Apesar das evidências científicas que alertam para as consequências do uso excessivo de telas — incluindo efeitos negativos na saúde mental, no desempenho acadêmico, na autoestima e no comportamento de jovens — nenhum dos quatro países latino-americanos representados no evento possui legislação específica sobre o assunto.

No entanto, Panamá e Equador já têm projetos de lei voltados para menores, enquanto a Costa Rica busca regulamentar as novas tecnologias para a população em geral.

Os especialistas também ressaltaram o impacto desse problema na saúde das novas gerações, apontando que 45% dos jovens entre 18 e 24 anos em todo o mundo sofrem de problemas de saúde mental clinicamente relevantes. Portanto, eles defenderam a promoção de pesquisas e evidências científicas robustas na região para embasar as deliberações legais e institucionais em curto prazo.

Além disso, as organizações participantes enfatizaram que a abordagem não deve se limitar à esfera legislativa, mas também incluir estratégias de alfabetização digital e apoio familiar.


Por Sputinik Brasil