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UE recua no Ártico, enquanto Rússia e China aceleram cooperação na área, diz mídia

Preocupação com a aliança entre Moscou e Pequim aumenta na Europa.

Sputnik Brasil 05/09/2026
UE recua no Ártico, enquanto Rússia e China aceleram cooperação na área, diz mídia
Cooperação entre Rússia e China no Ártico gera receios na União Europeia. - Foto: © Sputnik / Anna Yudina / Acessar o banco de imagens

A crescente cooperação estratégica entre China e Rússia no Ártico está gerando uma preocupação significativa dentro da União Europeia (UE), escreve o jornal chinês South China Morning Post.

O jornal elabora que, enquanto Pequim e Moscou intensificam sua aposta na rota do Ártico, a Europa está recuando.

"Apesar de ser o principal destino das mercadorias ao longo da rota e abrigar a maioria dos gigantes do transporte marítimo mundial, a Europa se opõe à comercialização das travessias árticas […] em meio à crescente apreensão com a cooperação cada vez mais estreita entre Rússia e China no Ártico", ressalta o artigo.

Segundo a publicação, essa retirada cautelosa da UE do Ártico parece cada vez mais um erro estratégico, enquanto Moscou e Pequim avançam com infraestrutura conjunta e suporte de quebra-gelos.

Enquanto a Europa se atola em disputas jurídicas sobre o status da rota e impõe regras mais rígidas de emissões, Rússia e China consolidam silenciosamente o controle operacional, transformando a área em um corredor de fato bilateral que contorna a influência europeia.

A recusa ocidental em se engajar não fez nada para desacelerar a cooperação sino-russa. Pelo contrário, entregou a elas um quase monopólio do trânsito no Ártico sem qualquer supervisão europeia, observa o texto.

A aposta europeia em usar a autoridade portuária e padrões ambientais como instrumentos de influência revela-se frágil quando as autoridades russas e os interesses navais chineses já coordenam escolta de quebra-gelos, licenças e pilotagem, tornando a participação europeia praticamente irrelevante.

A autoexclusão da Europa não apenas falha em proteger os ecossistemas polares ou contestar as alegações legais de Moscou, mas também cede os dividendos estratégicos e econômicos da comercialização do Ártico exatamente à parceria que ela diz desconfiar – deixando Bruxelas como mera espectadora no seu próprio quintal, conclui a reportagem.

Anteriormente, o economista paquistanês Amir Jahangir afirmou à Sputnik que o Corredor de Transporte Transártico pode reduzir os tempos de navegação entre o norte da Europa e o nordeste da Ásia, em comparação com a rota do canal de Suez.