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Durigan: Não estamos discutindo reforma da Previdência agora; Lula e Dilma foram reformistas
Ministro da Fazenda fala sobre sustentabilidade e aprimoramentos na Previdência do país.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula não está discussando a reforma da Previdência neste momento. "Se você retomar na história do Brasil, os governos mais reformistas foram os do PT. O presidente Lula fez uma grande reforma da Previdência em 2023, e a presidenta Dilma realizou uma reforma da Previdência do setor público no seu primeiro mandato", defendeu ele em entrevista ao SBT News.
Apesar disso, Durigan – porta-voz econômico da campanha petista – não descartou a possibilidade de discutir sustentabilidade e aprimoramentos na Previdência em um eventual quarto mandato do presidente Lula.
Ao ser questionado sobre o prazo para apresentação de projetos que melhorem as contas públicas, Durigan destacou: "Acho importante que, assim que concluirmos as eleições, tenhamos os cenários preparados, com um diagnóstico claro dos desafios, e que avancemos o quanto antes para tratar dessas questões". Ele também mencionou que é viável realizar revisões adicionais de benefícios tributários e integrar o conjunto dos benefícios sociais. "Não há dificuldade da nossa parte em olhar para o conjunto dos benefícios sociais – incluindo o abono salarial, seguro-desemprego, o próprio Bolsa Família, BPC – e identificar como podemos integrá-los para obter ganhos de eficiência, eventualmente alterando critérios", disse.
O ministro ressaltou que, se conseguirem coordenar a política monetária com a fiscal nos próximos anos, a tendência é que haja ganhos institucionais significativos, "tanto para uma fiscal mais adequada às necessidades do país, quanto uma política monetária que dialogue com a política fiscal".
'Elementos da economia para além da dívida pública'
Em relação à declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua falta de preocupação com a dívida pública brasileira, o coordenador do programa econômico petista afirmou que o mandatário quis dizer que existem outros elementos da economia a serem considerados além da dívida pública.
Durante uma sabatina promovida pela TV Globo no último dia 27, Lula disse: "A mim não preocupa a dívida pública. Eu herdei esse governo com déficit fiscal de 2,8% (do PIB). Sabe quanto vai ser esse ano? Superávit primário de 0,1% (do PIB). Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal sou eu".
"O que o presidente Lula realmente quis transmitir com isso? Existem muitos outros elementos da economia, e muitas vezes se opta por focar em um único tema, que é a dívida pública", explicou Durigan ao SBT News. Segundo ele, há outros indicadores que não são preocupantes, como a taxa de 5,3% de desemprego e a inflação abaixo do limite da meta.
"É complicado muitas vezes que se reconheçam os importantes avanços que havíamos conquistado em termos de taxa de desemprego e inflação, e frequentemente somos cobrados a discutir a questão da dívida pública", criticou. Durigan afirmou que o aumento da dívida é reversível e expressou sua insatisfação com o fato de que esse tema é sempre prioritário nas discussões, em vez de abordar outras questões relevantes.
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