Geral
Aprovada isenção de impostos em compras internacionais
Congresso aprova fim da 'taxa das blusinhas' com votação simbólica
Em nova vitória do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que zera o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 259). Anteriormente, a taxa era de 20% sobre o valor do produto.
A votação ocorreu cinco dias antes do fim da validade da Medida Provisória (MP) que acabava com o imposto. Durante a tramitação da medida, setores da indústria e do varejo nacional pressionaram os parlamentares para não aprovar a medida, já que a isenção afeta a competitividade sobre os produtos brasileiros.
Na Câmara dos Deputados e no Senado, o texto passou em votação simbólica. A oposição apresentou destaques para alterar a proposta, mas todos foram rejeitados. Entre as mudanças, estavam medidas para estender benefícios às empresas brasileiras e elevar o limite para aplicação do Regime de Tributação Simplificada (RTS).
Uma das propostas pretendia aplicar às compras realizadas em empresas brasileiras a mesma isenção ou tributação simplificada prevista para importações de até US$ 100 (R$ 510). A votação no Senado ocorreu de forma expressa, sem discussão.
A iniciativa foi rejeitada pela relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), sob o argumento de falta de embasamento e de fonte de receita para sustentar os benefícios. O parecer também descartou propostas de compensação à indústria nacional, como isenções, créditos presumidos, devoluções e extensão de benefícios tributários. A relatora também rejeitou a exclusividade dos Correios na logística para a entrega dos produtos.
Além de zerar o imposto de importação sobre os produtos de até US$ 50, a medida permite que o Ministério da Fazenda reduza em até 30% a taxação sobre remessas do exterior de até US$ 3.000 (R$ 15,3 mil).
A MP havia sido aprovada na comissão mista na quarta-feira (2), mas só chegou ao plenário da Câmara nesta quinta. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acelerou a análise da proposta, que precisava ser votada antes de perder a validade.
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