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Líder do governo no Congresso prevê votação da PEC do fim da escala 6 x 1 até o fim de outubro
Randolfe Rodrigues garante que proposta será apreciada ainda neste mês.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quarta-feira (2) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6 x 1 será votada pelo Senado até o fim de outubro. Mais cedo, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para plenário.
A prioridade da base aliada é levar a proposta para apreciação dos senadores antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. No entanto, caso isso não ocorra, a votação deve acontecer na segunda semana do mês. "Posso garantir que votaremos essa PEC até o final de outubro", declarou Randolfe durante uma entrevista coletiva.
A previsão foi apresentada após a proposta avançar na CCJ do Senado. A expectativa inicial do governo era votar a PEC no plenário ainda nesta quarta, mas a análise acabou sendo adiada.
Randolfe também mencionou que pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tentar garantir uma sessão específica para a votação. Segundo o senador, a decisão de não levar o texto ao plenário nesta quarta se deu devido à movimentação da oposição para reduzir o quórum da Casa.
"Hoje houve um movimento bem-sucedido da oposição que impediu que a votação da PEC ocorresse neste momento. [...] Foi uma articulação feita pelo senador Flávio Bolsonaro [PL-RJ] e pelo líder da oposição na Casa, senador Rogério Marinho [PL-RN]", acrescentou.
O líder governista avaliou que insistir na votação sem uma base de apoio suficiente poderia comprometer a aprovação. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis dos senadores em cada um dos dois turnos de votação.
Governo quer manter texto da Câmara
Randolfe ainda afirmou que o governo busca uma aprovação no Senado sem mudanças no texto que já passou pela Câmara dos Deputados, evitando a necessidade de uma nova discussão na Casa Legislativa.
"O governo tem uma posição clara pela aprovação da proposta. Eu, particularmente, acho que a sociedade e os trabalhadores brasileiros devem se manifestar para pressionar os senadores", pontuou.
A PEC 221/2019, aprovada pelos deputados em maio, reduz progressivamente a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. O texto estabelece que, 60 dias após eventual promulgação, o limite passaria de 44 para 42 horas por semana e, depois de 12 meses, chegaria às 40 horas.
A proposta preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas para regimes diferenciados, como a escala 12 x 36, e prevê regulamentação específica para atividades essenciais, entre elas saúde, segurança, transporte e limpeza urbana.
Por Sputinik Brasil
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