Geral

Ataques da Rússia matam civis na Ucrânia enquanto Moscou e Kiev ameaçam intensificar confronto

Conflito se agrava com trocas de ameaças entre líderes das duas nações.

Estadao Conteudo 02/09/2026
Ataques da Rússia matam civis na Ucrânia enquanto Moscou e Kiev ameaçam intensificar confronto
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

Ataques aéreos russos resultaram na morte de dois civis e deixaram seis feridos na cidade central ucraniana de Dnipro, conforme relataram autoridades locais. As regiões de Kiev e Odesa também enfrentaram os recentes bombardeios de Moscou.

A guerra aérea entre Rússia e Ucrânia se intensifica à medida que o conflito alcança seu quinto ano desde a invasão de Moscou. A linha de frente no leste e sul da Ucrânia permanece principalmente inalterada, e as tentativas dos EUA de negociar um acordo ainda não avançaram para um caminho para a paz.

Na noite de terça-feira, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky trocaram ameaças a respeito de seus próximos passos.

Zelensky alertou companhias aéreas internacionais que voar na Rússia não é seguro, devido aos ataques de drones de longo alcance lançados pela Ucrânia. Ele afirmou que "o espaço aéreo russo estará efetivamente se fechando". A declaração foi uma abordagem para pressionar a Rússia a aceitar negociações de paz.

Por sua vez, Putin acusou Zelensky de "terrorismo de estado", afirmando: "Nós não negociamos com terroristas".

Essas declarações de Putin foram prontamente rebatidas pelo Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia, que descreveu as afirmações como uma tentativa explícita do líder russo para desviar a responsabilidade de Moscou.

"Um estado que iniciou esta guerra, cometendo diariamente atos de terror contra civis ucranianos e destruindo cidades, busca novamente se apresentar como uma 'vítima'", declarou o centro.

O Ministro dos Transportes da Rússia, Andrey Nikitin, minimizou as preocupações sobre segurança nos voos, garantindo que as autoridades estão constantemente reforçando a segurança da aviação civil. "Não permitiremos quaisquer interrupções significativas na aviação civil", afirmou ele a repórteres, conforme relatado pela agência de notícias russa Interfax.

Durante uma coletiva de imprensa à noite na cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) no Quirguistão, Putin também comentou sobre alegações de que as forças ucranianas utilizaram drones de fabricação britânica para atacar dentro da Rússia.

Quando questionado sobre se a Rússia atacaria instalações militares britânicas caso o governo britânico continuasse a fornecer armamentos à Ucrânia, Putin não descartou tal possibilidade. Com um leve sorriso, disse aos repórteres que essa informação é "um segredo militar".

Além disso, a China e a Coreia do Norte ofereceram apoio militar à Rússia, assim como o Irã em anos anteriores.

As declarações dos líderes russos e ucranianos ocorrem enquanto autoridades europeias avaliam a resposta a uma suposta campanha de sabotagem e perturbação continental promovida por Moscou, que visa enfraquecer o apoio à Ucrânia. Na terça-feira, a Alemanha atribuía à Rússia a responsabilidade por uma tentativa de ataque ao Aeroporto de Leipzig/Halle no mês passado, utilizando um drone carregado de explosivos.

O ataque em Dnipro resultou na morte de um homem e uma mulher, conforme informou Oleksandr Hanzha, chefe da administração militar regional de Dnipropetrovsk. O ataque também atingiu armazéns de alimentos pertencentes a uma rede de varejo local, ferindo pelo menos seis pessoas.

As forças de Moscou têm concentrado os ataques em depósitos de alimentos, resultando em prateleiras de supermercados frequentemente vazias. As autoridades ucranianas afirmam que esses ataques às instalações civis visam perturbar a vida cotidiana e minar o moral público.

"Infelizmente, a resposta do mundo e de seus líderes mais influentes à última escalada dos ataques russos tem sido muito tímida", declarou Zelensky em suas redes sociais na quarta-feira. "Todos os parceiros entendem o que é necessário: defesa aérea para a Ucrânia, sanções contra a Rússia e um aumento significativo na produção de defesa."

Na região sul da Ucrânia, em Odesa, as autoridades relataram que um ataque danificou um prédio residencial de 24 andares, destruindo apartamentos em diversos andares e deixando oito feridos, incluindo uma criança.

Este foi o sétimo dia consecutivo de ataques a Kiev. Embora a última ofensiva não tenha sido tão intensa quanto as anteriores, os moradores permanecem em alerta.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas defesas aéreas destruíram 130 drones ucranianos durante a noite, sendo que os drones foram abatidos em 11 regiões russas, no Mar Negro e na Crimeia, península anexada ilegalmente por Moscou em 2014.

Ataques de drones ucranianos na região fronteiriça de Belgorod resultaram na morte de duas pessoas e deixaram mais 16 feridos, conforme relatou o governador interino Alexander Shuvayev. Ele afirmou que as forças ucranianas realizaram 140 ataques na região em 24 horas.

Desenvolvidos internamente, os drones de longo alcance da Ucrânia visam reiteradamente o setor petrolífero da Rússia, buscando prejudicar sua economia, bem como armazéns de varejistas online, para que o público russo sinta os efeitos da guerra.

O Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou que, em agosto, seus drones atingiram 12 refinarias russas, três terminais de combustível, depósitos de petróleo e duas empresas de processamento de gás e petroquímicas.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).