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Bolsas de NY fecham em alta e interrompem quedas da semana com alívio nos Treasuries
Mercados se recuperam com forte desempenho de ações e dados econômicos mistos.
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 2, após três sessões consecutivas de queda, em meio ao alívio na alta dos juros dos Treasuries e um avanço moderado do petróleo.
O Dow Jones fechou em alta de 0,56%, aos 53.061,95 pontos. O S&P 500 subiu 0,46%, nos 7.666,57 pontos, e o Nasdaq avançou 0,45%, encerrando em 26.217,83 pontos.
As ações da Nvidia foram destaque na sessão desta quarta, subindo 3,21% e impulsionando o Dow Jones. Já a Dell saltou 15,7% após superar as estimativas de receita e lucro e elevar sua previsão para o ano fiscal de 2027 em seu relatório trimestral divulgado após o fechamento da terça-feira.
Nove dos 11 setores do S&P encerraram em alta nesta quarta, com o setor de materiais liderando, subindo 1,5%. O setor imobiliário voltou a operar em baixa, caindo 0,8%, seguindo a queda da terça após dados decepcionantes do setor.
O Livro Bege do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, divulgado nesta quarta-feira, revelou que a economia dos EUA cresceu de forma "modesta" em julho, apesar das crescentes preocupações com a guerra no Irã e seu impacto nos preços. O documento também indicou que os preços "aumentaram moderadamente", embora um dos 12 distritos tenha relatado "aumentos robustos".
O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse nesta quarta que o recente aumento nos rendimentos dos Treasuries é resultado de uma economia forte, e não de uma disfunção do mercado. "Com a economia forte, é de se esperar que o custo de financiamento desse investimento tenha uma tendência de alta", afirmou.
Para analistas do Charles Schwab, a tendência de curto prazo provavelmente permanecerá defensiva, a menos que o petróleo ou os rendimentos dos Treasuries se estabilizem. "O mercado está essencialmente repensando quanto os investidores devem pagar pelos lucros quando a inflação e as taxas estão se movendo na direção errada", afirmam.
No front macro, o setor privado norte-americano criou 38 mil vagas em agosto, segundo a ADP, abaixo das 46,5 mil esperadas e no ritmo mais fraco desde janeiro.
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