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Fachin anuncia medidas após crise envolvendo ex-banqueiro e ministros do STF
Presidente do STF se pronuncia sobre a relação de Daniel Vorcaro com membros da Corte.
Fachin afirmou que anunciará nos próximos dias medidas sobre fatos ligados à crise envolvendo Daniel Vorcaro, destacando que os indícios exigem encaminhamento institucional e atuação com serenidade, responsabilidade e firmeza para preservar a confiança da sociedade no STF.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, declarou em evento sobre resistência democrática que anunciará, nos próximos dias, medidas relacionadas aos fatos sob análise da Presidência da Corte. Esta declaração ocorre em meio à crise desencadeada pelas revelações sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, com integrantes do Supremo.
"Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição", afirmou.
O ministro ressaltou que os indícios conhecidos até o momento exigem uma análise cuidadosa e atuação responsável. Para Fachin, há elementos processuais e fatos relevantes que requerem serenidade, responsabilidade e firmeza por parte da Presidência.
Ele também enfatizou que autoridades públicas devem observar limites institucionais e responder por seus atos. Segundo o presidente, ocupar cargos de alta responsabilidade não confere privilégios, mas impõe deveres e um respeito absoluto à Constituição e às leis.
"Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias", declarou o presidente.
A fala ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas a contatos entre Vorcaro e um número vinculado ao ministro Alexandre de Moraes, além da confirmação de encontro entre Vorcaro e André Mendonça para tratar de precatórios.
O presidente deixou o seminário que integrava a 17ª Jornada Ítalo-Hispano-Brasileira sobre resistência democrática pouco antes das 10h00, horário de Brasília, fazendo uma brincadeira ao agradecer um convite para ir à Itália, dizendo estar "entusiasmado" com a possibilidade diante de uma "agenda tranquila".
Paralelamente, Fachin iniciou consultas internas sobre os novos desdobramentos da crise envolvendo o Banco Master e conversou separadamente com ministros, assim como Moraes, mas não indicou se o caso será levado ao plenário, nem quando isso poderia ocorrer, afirmou a mídia brasileira.
Por Sputinik Brasil
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